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A questão da água no Brasil
Tudo é água?
Desde o início do século XVI, com a chegada oficial da colonização, se cultivava a ideia de que os recursos naturais eram infinitos. Atualmente, é fato que a água é um bem finito e precisa ser preservado. Entretanto, resultando dessa ideia, o país enfrenta uma situação preocupante no que diz respeito ao elemento mais vital à sociedade.
Em primeiro lugar, é importante destacar a importância desse composto à vida. Ao contrário do que acreditava o filósofo Tales de Mileto, nem tudo é feito de água, mas sem ela certamente não existiria vida na Terra. Um ser humano, por exemplo, tem seu corpo constituído de forma abundante por ela. Porém, de acordo com o ITB - Instituto Trata Brasil, 17% da população não possui acesso à água potável. Nesse sentido, enquanto muitos indivíduos desperdiçam, outros não conseguem condições favoráveis para o desenvolvimento pleno e bem estar. Infelizmente, esse é apenas um dos quadros de desigualdades apresentadas na pátria brasileira.
Sob esse viés, cabe salientar uma das maiores ameaças para a obtenção da água de qualidade: a poluição. Ainda segundo o ITB, apenas 45% do esgoto gerado no território brasileiro passa por tratamento. Isso significa que os demais dejetos são descartados em rios e oceanos de modo inadequado, o que resulta no desequilíbrio ecológico e contaminação do ambiente aquático, que pode causar o desenvolvimento de doenças e problemas graves de saúde. Diante do exposto, é notória e lamentável a precariedade do tratamento de esgoto e negligência nos estados que afeta os brasileiros.
Fica evidente, portanto, a necessidade de cuidado e preservação dessa substância fundamental. Para isso, a União, o Estado e os municípios precisam agir em conjunto, elevando os investimentos em saneamento básico, principalmente nas áreas mais carentes, para que os indivíduos tenham seus direitos, como saúde, assegurados. Outra alternativa a ser adotada pelo Governo é a aplicação do sistema de água de reúso, em que as águas residuais seriam tratadas em reservatórios e retornariam já adaptadas, sendo possível de serem utilizadas na limpeza de casa, roupas e outras atividades, solução que diminuiria o consumo e desperdício. Por fim, o uso consciente pode ser estimulado pelo Ministério do Meio Ambiente com a criação de um dia de economia desse item em todos os meses do ano. Assim, a sociedade desfrutará desse bem e poderá também garanti-lo às futuras populações.
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