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A questão da água no Brasil
No livro de Graciliano Ramos, "Vidas Secas" , o autor evidencia a crítica social a respeito da seca no Nordeste, fenômeno cada vez mais comum. Consoante a isso, a crise hídrica, no Brasil, é um problema ainda mais acentuado no século XXI. Dessa maneira, o consumismo exagerado dos cidadãos e as técnicas, do agronegócio, que esbanjam água, demonstram a finidade desse bem essencial.
A priori, é possível notar que o agronegócio é o maior responsável pelo gasto hídrico, em todo o país. De fato, dados do Fundo das Nações Unidas de Agricultura e Alimentação revelam que 70% da água é utilizada no setor agropecuário. Além disso, diversas técnicas de agricultura fazem o uso da água de maneira inconsequente, uma vez que para a irrigação utiliza-se o modo de aspersão, frequentemente, que lança água em grande volume para a plantação. Logo, é perceptível a necessidade de remodelar a maneira do cultivo, visando mitigar o desperdício de tal recurso.
Outrossim, é o consumismo exagerado, que colabora para o desperdício hídrico, pois para produzir qualquer produto, também, gasta-se fluido. Tal prisma, segundo o filósofo Tales de Mileto "Tudo é feito de água". Igualmente, nota-se que a água invisível - líquido gasto para produzir produtos - inviabiliza, não raro, a consciência do desperdício por parte do consumidor. Ademais, a indústria cultural, definida por Theodor Adorno, acaba por impulsionar o telespectador a consumir cada vez mais, consequentemente, o cidadão comum esbanja esse recurso, também de forma indireta. Assim, cabe a divulgação desse gasto hídrico "invisível" para a melhor lucidez.
Por conseguinte, é indubitável a intervenção dos agricultores e da mídia para mudar o panorama da crise hídrica no país. Para isso, esse deve, por intermédio de propagandas, aclarar o consumo consciente de forma a atenuar os impactos do desperdício de água "invisível", mostrando o gasto hídrico na produção de alimentos, roupas e outros. Concomitantemente a isso, aqueles, por meio da troca da técnica de irrigação, precisam, quando possível, adotar a irrigação de gotejamento de modo a consumir menos recuso líquido, pois tal mecanismo faz uso do fluido de maneira mínima atendendo as necessidades. Destarte, o bem mais precioso para a vida será de fato reconhecido, valorizado e consequentemente os impactos climáticos serão menores.
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