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A influência das novas plataformas midiáticas no desenvolvimento infantil

    Com o advento da globalização e das novas tecnologias, a humanidade passou a viver intensas e profundas mudanças em seus modos de interação, desenvolvimento e convívio social. Se por um lado, o surgimento das mídias digitais possibilitou a quebra de barreiras e a difusão do conhecimento em escala global. Por outro, a influência da internet no âmbito cognitivo e comportamental, em especial no que diz respeito ao desenvolvimento infantil, tem apresentado inúmeros pontos negativos quando usada de forma descontrolada, como a reclusão ou substituição das interações sociais. Com isso, surge a problemática da influência das novas tecnologias no comportamento infantil. Fato que se configura como um importante dilema social.

    Em primeiro lugar, é importante ressaltar que, em função do uso demasiado de ferramentas digitais como redes sociais, jogos e aplicativos diversos, as relações sociais físicas tornaram-se cada vez mais superficiais e líquidas. Desta forma, a influência excessiva da internet no ensino e desenvolvimento infantil, tem contribuído para a formação de indivíduos dependentes e altamente suscetíveis à reclusão social. Segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, vive-se atualmente um período de sociabilidade ilusória, já que a globalização não só possibilitou novas formas de interações, como também contribuiu para constituição de uma geração vazia, líquida e facilmente alienável.

    Por conseguinte, cabe, também, salientar que pesquisas do Conselho Federal de Psicologia (CFP) indicam que crianças expostas a um ensino 100% tecnológico, somente por tabletes e computadores, obtiveram um rendimento escolar menor quando comparado ao de crianças que vivenciaram um ensino tradicional aliado ao uso moderado de ferramentas digitais diversas. Sendo assim, observa-se que o desenvolvimento infantil é melhor quando construído de forma plural e diversificada, sem abrir mão do contato físico com colegas e professores em conjunto com atividades tecnológicas e de esforços manuais. Logo, consoante ao pensamento do professor e historiador Leandro Karnal, a tecnologia deve ser uma aliada da educação e não o pilar dela.

    Portanto, diante dos fatos supracitados, é mister que os pais e mantenedores do núcleo familiar regulem de forma efetiva o uso de celulares, streamings e ferramentas digitais pelos seus filhos, visando investir a maior parte do tempo extra escolar em atividades tradicionais como leitura, brincadeiras e exercícios físicos. Ademais, a Escola, por seu caráter socializante, deve promover aulas e palestras sobre o tema para pais e alunos, além de capacitar professores e profissionais do âmbito escolar para o ensino diversificado e moderado com o auxílio da internet e mecanismos diversos. Por fim, cabe ao Estado, por meio do MEC (Ministério da Educação), criar campanhas publicitárias para a TV e redes sociais que visem à reeducação do pensamento coletivo a respeito do tema. Somente assim, com educação e informação, construir-se-á um Brasil mais sólido e socialmente saudável.

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