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A influência das novas plataformas midiáticas no desenvolvimento infantil

            Consoante a Constituição Federal de 1988, competem ao Estado e à família – por meio da educação – garantirem o pleno desenvolvimento das atuais gerações e da posterioridade. Conquanto, quando se observa a influência das novas plataformas midiáticas no desenvolvimento infantil, no Brasil, atualmente, nota-se que, apesar dos inúmeros benefícios no processo de aprendizagem e de adaptação tecnológica, existem obstáculos a serem superados, uma vez que o uso inadequado dessas tecnologias é capaz de atrapalhar o progresso pessoal dos indivíduos, fato que, por sua vez, evidencia a não garantia de um direito previsto na Carta Magna brasileira.


            A princípio, cabe pontuar que o contato infantil às novas plataformas midiáticas possui grande importância, ao passo que permite a conquista de habilidades e competências pertinentes à atual dinâmica social. Nessa perspectiva, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, em seu conceito de modernidade líquida, externa que, em virtude dos avanços tecnológicos, a fluidez do mundo globalizado mudou certas estruturas que compõem a sociedade, verdade essa que se torna notória ao analisar as novas exigências para a adaptação dos jovens à atual conjuntura social, em que o domínio de determinadas ferramentas informacionais e de comunicação mostra-se fundamental ao desenvolvimento pessoal e à integral inserção dos jovens em diversos setores sociais. Dessa forma, percebe-se a relevância do contato infantil com os recursos provenientes dessa realidade moderna.


            No entanto, o uso inadequado das plataformas midiáticas tornou-se um empecilho à efetivação do progresso pessoal de muitos jovens. Nesse sentido, de acordo com pesquisas divulgadas pela Sociedade Brasileira de Pediatria, é possível notar que o excesso de horas diárias dedicadas à utilização de tais ferramentas é potencialmente nocivo à juventude brasileira, haja vista que existe uma grande possibilidade de que tal postura culmine em um estado de dependência, situação essa que, muitas vezes, promove prejuízos ao desenvolvimento das relações interpessoais e, também, pode causar danos à saúde mental das crianças. Desse modo, infere-se que há uma necessidade de, por meio de campanhas educativas, encontrar e efetivar um equilíbrio no uso dessas tecnologias e, então, suprimir esse impasse.


            Logo, a partir dos argumentos mencionados, é imprescindível que o Ministério da Educação crie projetos que visem mitigar essa problemática. Com base nessa premissa, é primordial que, por intermédio de palestras periódicas em escolas de ensino primário e fundamental – com a participação de familiares–, ocorra a implantação de campanhas educativas acerca do uso de plataformas midiáticas, nas quais autoridades no assunto exteriorizem as consequências do uso inadequado dessas tecnologias e, além disso, orientem quanto às maneiras ideais de uso, a fim de atenuar os danos intrínsecos à sua utilização negligente. Tudo isso com o propósito de que o tecido social, enfim, se beneficie de um direito constitucional e indispensável à vida na modernidade – a garantia do pleno desenvolvimento dos jovens brasileiros.

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