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A inclusão de transgêneros no meio acadêmico
Stefan Zweig, escritor austríaco, afirmou, em uma de suas obras literárias, que o Brasil era um país do futuro, onde grandes inovações sociais iriam ser efetivadas. Todavia, o meio acadêmico não é uma forma satisfatória de confirmar essa visão quando aborda-se a inclusão de transgêneros, uma vez que essa problemática é motivada pela manutenção de determinados padrões sociais. Assim, faz-se necessária uma cautelosa discussão a fim de encarar, com uma postura crítica, essa realidade que atinge a garantia de um direito básico.
Em primeira análise, observa-se como a questão da organização social sob determinados padrões é responsável pelo tema. Isso ocorre porque o ato de prever apenas polos estanques que podem ingressar no sistema acadêmico mantém o despreparo da instituição em lidar com os transgêneros e afasta as demais pessoas, como funcionários e outros alunos, dos discursos promotores da inclusão social - tão relevante para a formação crítica do indivíduo. Por consequência disso, o desenvolvimento pessoal e coletivo - sobretudo dos transgêneros - não é efetivado, visão defendida pela professora de Direito, Flávia Piovessan, ao afirmar que não há como avançar socialmente asfixiando uma parte da população0000 nesse caso, no meio acadêmico.
Ademais, um outro ponto importante são as consequências advindas dessa temática, as quais afetam, consideravelmente, a autoafirmação dos transgêneros e a afirmação social. Tal problemática ocorre porque a dificuldade para inserir e, por vezes, aceitar esses indivíduos no sistema educacional, seja público ou privado, retardam e excluem muitos jovens em idade economicamente ativa do mercado formal por conta da falta de escolaridade completa e, por consequência, de uma qualificação educacional e profissional. Em decorrência desse quadro, as inovações sócias previstas por Stefan Zweig não são concretizadas e essa parcela populacional está, ainda, segregada da aquisição de um dos direitos constitucionais imprescindíveis ao desenvolvimento nacional: a educação.
Nesse contexto, observa-se que os problemas ligados à inclusão desses indivíduos no meio acadêmico urgem por medidas resolutivas. Justamente por isso, o Estado - mediado especificamente pelo Ministério da Educação - deve criar políticas educacionais, como campanhas e reuniões mensais com toda a comunidade acadêmica, seja pública, privada, de ensino básico ou superior, por meio da contratação de psicopedagogos e assistentes sociais e do convite aos próprios transgêneros para ministrarem discussões no meio sobre a importância social e humana dessa inclusão e quais podem ser os projetos apropriados para cada âmbito acadêmico, com o objetivo de efetivar essa inclusão. Dessa forma, a execução dessas políticas irá, gradativamente, contribuir para a consolidação temática no Brasil.
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