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A inclusão de transgêneros no meio acadêmico

De acordo com a filósofa Nancy Fraser, na contemporaneidade, a busca por reconhecimento cultural suplanta o lugar da redistribuição econômica. Analogamente, no Brasil, um dos grupos que luta por direitos sociais e culturais são os transgêneros, que enfrentam, primordialmente, adversidades no ambiente de trabalho, em razão do preconceito enraizado na sociedade, tanto por fatores históricos quanto sociais, tornando necessária a tomada de medidas para solucionar o impasse.
Em primeiro lugar, é fundamental ressaltar que o ambiente segregacionista da sociedade impede a aplicação do princípio da igualdade de direitos sociais e constitucionais. Segundo Pierre Bordieu, a violação dos direitos humanos não consiste somente no embate físico, o desrespeito está, sobretudo, na perpetuação de preconceitos que atentam contra a dignidade da pessoa humana ou de um grupo social. Indubitavelmente, o ambiente adverso, tanto familiar quanto escolar, enfrentado pelos transgêneros desde a mais tenra idade, levam a situações que terão consequências a longo prazo, como, por exemplo, a evasão escolar, tendo em vista que ausência total ou parcial do currículo escolar dificulta o ingresso no mercado de trabalho. Desta maneira, o preconceito atua como fator preponderante na problemática, afetando, inclusive, a saúde física e mental do transgênero.
Em segundo lugar, nota-se que a falta de legislação específica para transgêneros e o mercado de trabalho altamente segregacionista tornam-se empecilhos para tal grupo social. Outrossim, o ambiente conservador dificulta o acesso igualitário a cargos de trabalho mesmo quando o indivíduo é especializado para tal. Por conseguinte, observa-se o aumento exponencial de transgêneros no mercado informal, com ausência de carteira assinada, muitos sucumbindo à prostituição. Tal fato é corroborado por um dado da Antra- Associação Nacional de Travestis e Transexuais -, de que mais de 90% de travestis e transexuais vivem unicamente da prostituição. Destarte, no ambiente de trabalho a sexualidade é tratada com um elemento de diferenciação entre os trabalhadores, tornando-os mais suscetíveis ao subemprego.
Diante dos argumentos supracitados, medidas tornam-se necessárias a fim de solucionar o impasse. O Governo, em parceira como empresas dos mais diversos setores, deverá incentivar a contratação de transgêneros e sua especialização profissional, através da reserva de vagas específicas para tal grupo0000 a mídia deverá conscientizar a população acerca dos direitos dos transgêneros na sociedade, cumprindo, assim, seu importante papel social0000 e, por fim, o MEC- Ministério da Educação-, instituir palestras e grupos de discussões em escolas, para conscientizar crianças e adolescentes acerca da identidade de gênero desde a mais tenra idade. Dessa maneira, a sociedade alcançará sua base- a justiça-, como defendia Aristóteles.
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