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A importância do ensino a distância no Brasil

Com o fim da Guerra Fria e o início da nova ordem de globalização, o mundo, antes bipolar, passa a ser multipolar. Dessa forma, o acesso à informação é universal, e, diante dessa perspectiva, as atividades passam por uma adaptação ao mundo digital, atingindo a educação. Por conseguinte, o ensino a distância permite maior dinamismo do processo de aprendizagem, mas ainda é uma prática cercada de preconceito, assim, muitos debates ainda devem ser fomentados.

A partir do artigo 205 da Constituição Federal, a educação é dever do Estado e da família, mas, no atual momento, ainda é trabalhada de forma arcaica, com a utilização de salas de aula físicas, e sem atingir os ideais de qualidade dignos de tal direito. Cabe, então, como exemplo de forma alternativa a esse modelo, o ressalte às plataformas de “streaming”, utilizadas pelos estudantes muitas vezes de forma gratuita, em canais de comunicação como o YouTube. Tal modalidade contempla o princípio do desenvolvimento da autonomia do aluno, considerado por Jean Piaget como peça chave do processo de aprendizagem, limitando o acesso de educação àqueles que possuem rotinas mais aceleradas.

Contudo, em segunda análise, por conta de um modelo tradicional imposto, ainda há prejulgamento explícito frente à educação a distância, o que acaba por desestimular potenciais alunos. A ideia remete ao renomado educador brasileiro Paulo Freire, que acreditava que, para melhor desenvolvimento do conhecimento, o convívio social deve ser realizado nas trocas humanas pessoalmente. Porém, tal posicionamento choca-se com o ideal de direito igualitário a todos os cidadãos, já que fatores como o econômico e o social ainda se apresentam de forma muito desigual no Brasil.

Portanto, a partir dos expostos supracitados, é necessário que o Ministério da Educação (MEC), incentive o desenvolvimento de plataformas de ensino, por meio de projetos em parceria com os cursos de tecnologia das instituições de ensino, públicas e privadas, garantindo a democratização do ensino. Ademais, cabe, ainda, a fiscalização da qualidade do ensino, por meio das Secretarias Estaduais de Educação, subordinadas ao MEC, visando solucionar os problemas de desigualdade informacional ou de qualidade de oferta do ensino.

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