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A importância do ensino a distância no Brasil

Com o advento da Revolução Técnico-Científica do século XX, a tecnologia pôde proporcionar à sociedade diversos fatores positivos, onde um deles foi a implementação da "Educação à Distância"- que por meio de aparatos tecnológicos promove uma democratização parcial da educação. Paradoxalmente, em virtude de fatores socioeconômicos, são encontrados ímpasses diante de uma efetiva execução desse modelo educacional. Posto isso, é necessário compreender os aspectos que norteam esse modelo, bem como possíveis soluções para a sua melhor aplicação.


Em primeira análise, é imprescindível salientar que o ensino à distância rompe barreiras educacionais, visto que a sociedade brasileira possui uma conjuntura educacional historicamente defasada - isso é claramente observável na obra "Escola e Democracia" do profissional da educação Dermerval Saviani, onde fica evidente os deficits educacionais brasileiros. Ainda, através de valores mais acessíveis, diminuição de tempo e distância - os dois últimos são de suma importância para a sociedade globalizada vigente - o ensino online é capaz de massificar a educação, à medida em que corrobora também, para um ensino autodidata.


Outrossim, se por um lado é favorável, por outro acaba não sendo. Isso porque, as desigualdades socioeconômicas brasileiras ainda são, infelizmente, muito pertinentes, visto que uma grande parcela da população não possui recursos como internet e aparelhos tecnológicos para usufruir desse modelo de educação. Tendo como consequência, portanto, a formação de uma nova barreira a ser superada, ao invés do rompimento de outras - como o acesso de um ensino de qualidade, qualificação profissional e igualdade de oportunidades. Analogamente, segundo o filósofo francês, Pierre Levy: "toda nova tecnologia cria seus excluídos". Nota-se, portanto, que a educação à distância é um paradoxo a ser superado.


Logo, medidas são necessárias para ultrapassar esse paradoxo. É dever do Governo Federal, juntamente com os Governos Estaduais e o Ministério da Educação, investir na democratização da internet, bem como aparelhos tecnológicos para estudantes da rede pública - sobretudo em áreas interioranas, as quais possuem um menor acesso à esses recursos - por meio da distribuição de tablets para alunos do terceiro ano do ensino médio da rede pública, como era feito no estado de Pernambuco em anos anteriores, e a instalação de internet gratuita em bibliotecas municipais - para que assim, gradativamente, seja possível uma maior exploração das tecnologias para a obtenção do conhecimento e um maior aproveitamente da Revolução Tecnológica vigente pelos menos favorecidos.

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