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A importância das redes de relacionamento on-line para os movimentos sociais

É  fato que a modernidade abarcou consigo uma intersecção no tecido social previamente distanciado. Paralelamente a isso, no documentário “A globalização vista do lado de cá”, pelo geógrafo Milton Santos, é retratado em várias partes a união como agente provedor de mudanças que, são motivadas, ainda mais, pela novas forma de exercer as relações na rede globalizada. Nesse sentido, seja pelo intenso contrate, ainda persistente entre o discurso de ódio e o democrático, seja pela fragilização do sistema de proteção que incorpora a esfera cibernética, os movimentos socias enfrentam a realidade transposta em um novo meio comunicativo.


Mormente, é válido mencionar a faceta negativa das relações em rede, exposta por Santos como sendo a “fábula” que esconde o real lado negativo desta. Nesse ímpeto, com maior facilidade e providos da não punição, o exposto discriminatório que é difundido nas redes sociais, livremente, acaba por gerar consequências para quem lê. Nesse prisma, a depressão, fenômeno impulsionado nessa teia de ódio gratuito, é um desses resultados. Segundo Pierre Lévy, filósofo francês, argumenta-se que a ciberdemocracia iria proporcionar uma coletividade digital que levaria ao avanço no campo sociopolítico, entretanto percebe-se um entreposto à essa tese, a polarização de ideias. Nessa conjuntura, uma parcela dos internautas se une não em prol da construção, mas da destruição dos direitos do outro, o que é inadmissível.


Em segunda análise, é evidente a visão do espaço técnico-comunicativo como desregulamentado executivamente, o que intensifica a circulação de ataques a movimentos socais. De acordo com Pierre Bordieu, analista das relações humanas, a violência simbólica permeia o embate social, sendo essa aquela sem coação física, mas psicológica, o que é promovido e não punido no meio on-line. Dessa forma, é evidenciado como ataques virtuais não são tidos como crimes, pois não se colocam no meio físico, o que motiva a proliferação desses na rede. Diante desse contexto, os movimentos sociais são a “polícia digital” que procura, mesmo com entraves, fazer valer o respeito, seja ele onde for.


Portanto, a fim de viabilizar um espaço mediador da atuação da progressão coletiva, que garanta a segurança e articule a ciberdemocracia de Lévy, medidas devem ser tomadas. Desse modo, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos  humanos, deve, em conjunto, aos setores de segurança das redes, como o “Instagram”, desenvolver por meio de programas que identifiquem códigos de discursos de ódio para os excluírem automaticamente visando preservar a saúde mental do usuário e evitar o ataque. Nesse contexto, será assegurado a uma luta social que não seja contaminada pela própria raiz que levou a sua união.

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