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A importância das redes de relacionamento on-line para os movimentos sociais

            Assegurada pela Constituição Federal de 1988, a manifestação popular é um direito fundamental à manutenção de um Estado democrático. Nesse sentido, quando se observa o impacto das redes de relacionamento “on-line”, no Brasil, atualmente, nota-se que, em virtude de inúmeros benefícios disponíveis à massa popular, tais ferramentas possuem grande importância à efetivação de movimentos sociais. No entanto, em razão da intensa propagação de “fake news” nas redes em questão, existem obstáculos a serem superados para se consolidar tais vantagens, realidade essa que, por sua vez, evidencia um empecilho à efetividade de um direito previsto na Carta Magna brasileira.


            A princípio, cabe pontuar que as redes de relacionamentos “on-line” são poderosas ferramentas à organização de movimentos sociais, visto que tais ambientes virtuais são relevantes canais de comunicação que, dentre outras qualidades, facilitam o compartilhamento de informações e dão voz ativa aos cidadãos. Nesse âmbito, vale ressaltar a importância das redes sociais no movimento conhecido como Primavera Árabe – motivador da queda de ditaduras no Oriente Médio, África e Ásia –, em que plataformas como Twitter e Facebook foram responsáveis pela disseminação e fortalecimento de manifestações populares que, em última instância, se espalharam pelo mundo – o que ratifica a importância de tais redes. Desse modo, depreende-se que as plataformas de relacionamento “on-line” podem ser consideradas fortes aliadas dos movimentos sociais contemporâneos.


            Contudo, a passividade na recepção de informações torna a população suscetível à manipulação mediante notícias falsas que são difundidas nas redes sociais. Nesse contexto, é possível notar que há um impasse relevante à não garantia de uma manifestação social efetiva, posto que as “fake news” subvertem a realidade e podem impulsionar movimentos com ideais nocivos ao bem-estar coletivo. Uma prova desse problema está no impactante documentário da Netflix “Privacidade Hackeada”, no qual expõe inúmeros casos de manipulação popular realizadas por meio da coleta dos dados de usuários de redes sociais que, posteriormente, eram utilizados à difusão de inverdades direcionadas a um público específico, com o objetivo de satisfazer a vontade de determinados grupos – fato que compromete a democracia. Dessa forma, infere-se que existe a necessidade de orientar a população quanto ao uso eficiente das mídias de relacionamento “on-line”.


            Logo, a partir dos argumentos mencionados, é imprescindível que o Ministério da Educação crie projetos que visem mitigar essa problemática em meio social. Com base nessa premissa, é primordial que ocorra a implementação de campanhas de esclarecimento popular, nas quais, por intermédio de propagandas midiáticas, autoridades do ramo da comunicação orientem à população sobre a necessidade de se verificar a autenticidade de informações compartilhadas nas mais diversas redes virtuais e, além disso, externem acerca das consequências provenientes da difusão de “fake news” para o bem-estar coletivo, com o intuito de atenuar o problema em questão. Tudo isso com propósito de que o tecido social, enfim, aproveite os benefícios advindos das mídias sociais e, então, promova a efetividade de um direito constitucional e indispensável à manutenção da democracia – o direito de se manifestar com liberdade.

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