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A importância das redes de relacionamento on-line para os movimentos sociais

Na obra "Utopia", do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na contemporaneidade é o oposto do que o autor prega, uma vez que o aumento do uso de redes sociais como ferramenta política fez surgir uma "cultura do cancelamento", a qual vem a se tornar cada vez mais tóxica. Diante disso, torna-se fundamental analisar as raízes e os frutos dessa problemática.


Mormente, é fulcral pontuar que o mal uso das redes sociais para a organização de manifestações, deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, no Brasil, isso não ocorre desejavelmente na prática. Devido à falta de ação das autoridades, figuras simbólicas, como o atual governante do país, utilizam suas redes sociais para atacar pessoas com ponto de vista ideológico diferente do seu. E, por ser alguém que exerce influência, seus seguidores também usam as redes de relacionamento para praticar o ódio e desmobilizar manifestações populares. Desse modo, faz-se evidente a necessidade da atuação dos poderes superiores, para conscientizar e modificar essa postura estatal irresponsável.


Ademais, é imperativo ressaltar que o tribunal da internet atua como promotor do problema, e isso se mostra presente no Twitter. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Google, essa é a rede social mais utilizada durante a pandemia enfrentada pelo mundo, e, consequentemente, há a constante vigilância do posicionamento político das pessoas, inclusive as mais famosas. Partindo desse pressuposto, observa-se um prejulgamento exacerbado em cima de algumas palavras mal colocadas de alguém, o que leva ao seu cancelamento imediato. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, visto que a não aceitação de opiniões divergentes, nesses meios, constribuem para a desligitimação de diversos movimentos sociais emergentes.


Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço do imbróglio. Dessarte, com o intuito de mitigar discursos de ódio contra movimentos políticos diferentes, o Ministério da Educação deve realizar uma campanha de conscientização, por meio de publicações no Twitter e no Instagram, e anúncios na televisão, a fim de que o próprio governo não seja visto como veículo e justificativa para a propagação de discursos repulsivos. Além disso, é dever dos internautas diminuir a disseminação de julgamentos tóxicos, antes de realmente entender a situação, através da reflexão dos próprios atos, com a finalidade de erradicar o efeito nocivo da cultura do cancelamento para a saúde mental das vítimas. A partir dessas ações, as redes de relacionamento serão, novamente, um meio saudável e democrático para a organização política, e a sociedade alcançará a Utopia de More.

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