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A importância da representatividade no Cinema e na TV

A terceira geração do romantismo brasileiro - Geração Condoreira - buscou abordar aspectos demasiadamente marginalizados na sociedade do Brasil Colônia, dos quais destacavam-se a denúncia da escravidão negra e da exploração indígena. Nessa perspectiva, nota-se o papel da arte enquanto promotora de debates sobre estruturas sociais arcaicas e como veículo de representatividade. Assim sendo, a sétima arte - cinema e TV - denota papel extraordinário à medida com que luta contra o preconceito e também permite reconhecimento de minorias socialmente excluídas.


É preciso considerar, de início, os impactos que a indústria cinematográfica exerce nas sociedades, o que a faz assumir um caráter abolicionista de amarras sociais e de preceitos errôneos. Nessa ótica, é possível apontar o filme "O Jogo da Imitação", que narra a trajetória do jovem homossexual Alan Turing - figura responsável pela interceptação de mensagens alemãs, e, consequentemente, pelo fim da Segunda Guerra Mundial. A partir da abordagem feita no filme, fica clara a intenção de exaltar a importância de todos os indivíduos para as sociedades, de modo que as diferenças não devem condicionar a exclusão e o subjugamento. Diante disso, o fato de propiciar a reflexão, escancara a militância do cinema na desestruturação de aspectos arcaicos e segregacionistas.


Vale ressaltar, também, a influência da TV e do cinema na geração de reconhecimento nas minorias, sobretudo à população negra, feminina e homossexual. Dentro de um universo ficcional, o filme "Pantera Negra" retrata a sociedade de Wakanda, que é constituída exclusivamente por negros, que são, em sua maioria, guerreiros e heróis. Sob esse aspecto, fica interpretável a intencionalidade do filme em levar o encorajamento aos negros, de modo com que os faz aspirar pela igualdade e engajar em uma busca pela democratização dos direitos. Por conseguinte, evidencia-se o protagonismo dessa arte na construção de identidades.


Infere-se, portanto, que a produção cinematográfica que se atém ao combate do preconceito e à geração da diversidade deve prosperar. Cabe ao Ministério da Cultura a estimulação às produtoras cinematográficas e midiáticas que são ativistas nas causas sociais historicamente esquecidas. Tal medida deve ser feita através do maior repasse de verbas, o que propiciará produções cada vez melhores e, consequentemente, maior mobilização e desestigmatização de preceitos discriminatórios. Outrossim, é papel das Secretarias de Cultura, de todas as cidades brasileiras, a estruturação de telões em praças públicas. Essa ação, ao ser implementada, visa levar cada vez mais cultura aos cidadãos, de modo com que eles possam se empatizar com as diferenças e refletir acerca da necessidade de reconhecimento da diversidade.

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