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A importância da representatividade na publicidade

Danielle Williams é mulher, negra, militar e cofundadora da Team Blackstar, que promove a diversidade no paraquedismo. Ela faz parte de uma minoria com pouca expressão nos meios de comunicação. Assim como ela, nos dias atuais, no Brasil, estão ausentes idosos, LGBTQI+, negros e indígenas nas inserções publicitárias. Em razão disso, estão o racismo estrutural e o preconceito.  Em consequência disso, vê-se, a todo instante, tensão social e perpetuidade da desigualdade.


Em primeiro lugar, é notável que existe uma estigmatização histórica dos negros, que recebem tratamento diferenciado. Segundo a agência Heads Comunicação, "12% das propagandas com mulheres são negras e 7% dos anúncios masculinos têm negros”. Sob esse viés, o racismo está naturalizado no brasileiro e a publicidade é mais um local onde ele manifesta-se. Ademais, as empresas, que criam e vinculam as campanhas publicitárias, possuem número irrisório de funcionários negros. Dessa forma, urge que agências criadoras de anúncios revejam seu quadro de funcionários e seu perfil de personagens nas campanhas.


Em segundo lugar, a mídia tem papel decisivo no rompimento do preconceito cultural ao longo das gerações. Nessa perspectiva, o Itaú lançou o filme publicitário “Por um futuro cada vez mais humano”, que mostrou idosos, casal homossexual, negros e crianças em uma mesma propaganda. Tal qual esse banco, outras corporações tratam do assunto inclusão nas propagandas, pois perceberam novos públicos consumidores, cujas necessidades emocionais e desejos são a chave do sucesso financeiro e da boa reputação de suas marcas. Por outro lado, essas empresas também têm contribuído para diminuição da desigualdade através de processos seletivos menos excludentes. Destarte, é imprescindível que a igualdade de identidades marginalizadas seja mais nítida e frequente na publicidade.


Evidencia-se, portanto, que a segregação de algumas identidades sociais constitui desafios a superar. Assim, cabe ao Ministério da Cidadania, por meio de leis e de investimentos, com um planejamento adequado, estabelecer políticas públicas e propagandas de inclusão social, com o fito de aumentar a representatividade de diferentes classes. Além disso, é de suma importância que as instituições de ensino promovam, para pais e alunos, discussões sobre discriminação. Enfim, a sociedade será mais harmoniosa e feliz.

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