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A importância da literacia familiar

   A literacia familiar —ato de ler para os filhos— tem origem na Europa renascentista, a partir da invenção da imprensa, por Gutenberg. Essa prática melhora a qualidade da alfabetização e permite o contato prematuro entre as obras literárias e as crianças. Dessa forma, o ato de ler para os filhos contribui para combater não só a desigualdade social, mas também a alienação parental.
  Em primeiro plano, no século XVI, durante o período da Colônia de Exploração, apenas a aristocracia —organização composta pelos nobres— tinha acesso à leitura e à alfabetização de qualidade. Contudo, hodiernamente, o avanço da tecnologia facilita o contato de classes menos favorecidas à livros digitais e sebos virtuais, tornando, assim, a leitura mais democrática e contribuindo para reduzir uma das maiores mazelas da sociedade: A desigualdade.
  Em segundo lugar, a literacia familiar é uma ferramenta de combate à alienação parental. A esse respeito, o escritor realista Eça de Queirós, em sua obra “O Primo Basílio”, critica a instituição familiar moderna e revela as suas crises e a perda de sua função social. Fora da ficção, a leitura de obras literárias com os filhos auxilia na mudança de cenário em relação à função social da família, tornando-a indispensável para o crescimento sadio do indivíduo.
  Conclui-se, portanto, que a literacia é fulcral para o desenvolvimento dos futuros cidadãos e, por isso, deve ser estimulada. Para isso, as escolas, com o apoio dos pais, devem romper o estigma histórico acerca da literacia, por meio de projetos pedagógicos, como atividades interativas e gincanas criativas que receberiam o nome “Aprendi no livro”. Essa iniciativa teria a finalidade de possibilitar o contato das crianças com contos e histórias fantasiosas. Assim, meninos e meninas poderão conhecer o poder de transformação da leitura.

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