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A importância da literacia familiar

O premiado filme de 2020 “Parasita” retrata, por meio da família Park a insuficiente participação dos pais na formação dos filhos e a terceirização dessa essencial função. De maneira análoga à história fictícia, na conjuntura atual, a importância da literacia familiar é extremamente negligenciada e, com isso, além das crianças e jovens possuírem seu aprendizado retardado, não formarão um amplo pensamento crítico. Isso se deve ao acesso precoce aos meios digitais e à falta de instrução parental sobre essa necessidade. Logo, faz-se imperiosa a análise desse cenário, a fim de combater tais entraves.


A princípio, convém ressaltar que o antecipado contato desses indivíduos com o meio tecnológico dificulta intensamente o desenvolvimento das relações familiares, visto que tais jovens se tornam dependentes dessas novas perigosas ferramentas. Sob tal ótica, Steve Jobs, inventor americano, afirma que as pessoas ligam a televisão quando querem desligar o cérebro. Dessarte, nota-se que o precário controle parental sobre o precoce acesso dos filhos aos meios digitais impactará duramente na formação cognitiva e social desse indivíduo.


Ademais, é válido mencionar que os precários recursos e instruções ofertados aos pais, pelo Estado, sobre a necessidade da literacia familiar contribui fortemente, para que as crianças cresçam vulneráveis aos perigos da convivência em sociedade, já que estarão presas à realidade de suas moradias. Nesse viés, Jorge Amado em seu livro “Capitães da Areia” expõe, através do personagem Professor, a importância de uma pessoa informada conversar e ler livros com crianças. Desse modo, conclui-se que a ausência parental na criação dos filhos não só os deixam despreparados para o convívio social, como também promovem o distanciamento familiar.


Infere-se, portanto, a necessidade de medidas capazes de mitigar as problemáticas relacionadas à literacia familiar. Para tanto, cabe às Organizações Não Governamentais (ONGs) relacionadas aos perigos da tecnologia na infância, em colaboração com as mídias, informar os pais sobre os riscos da precoce inserção no meio cibernético, por meio de propagandas, realizadas durante os horários nobres, com intuito de alertar o maior número de famílias sobre esses riscos. Além disso, urge que o Ministério da Educação instruir os responsáveis sobre a importância de haver uma relação familiar saudável, por intermédio de minicursos ofertados dentro de grandes empresas, para que muitos trabalhadores possam aprimorar a formação de seus filhos. Dessa forma, a grave e constante realidade apresentada pelo filme “Parasita” será minimizada no Brasil.

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