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A importância da Educação Física para o desenvolvimento infantojuvenil

      Esparta e Atenas, duas cidades gregas, ficaram conhecidas por suas diferenças estruturais: enquanto a primeira focava seu ensino na base militar, com valorização do treino físico, a segunda investia na capacidade intelectual dos seus jovens. Na contemporaneidade, por conseguinte, observa-se a hipervalorização do estilo ateniense de vida em detrimento do espartano, visto que o dinamismo corpóreo fora atrofiado frente à urgência técnica. Nesse sentido, entender a importância da educação física na infância pela criação de comportamentos estruturalizantes, tanto no viés físico como no psicossocial, torna-se relevante para a melhoria da sociedade.
    Primeiramente, urge ratificar a imprescindibilidade da educação física na infância para a saude pública das próximas gerações. De acordo com Freud, as experiências vividas na infância influenciam diretamente no comportamento do indivíduo ao longo da vida. Analogamente, com uma estimulação de exercícios diários em crianças, o desenvolvimento de hábitos para seus próprios futuros poderá quebrar um ciclo crescente de sedentarismo na sociedade, fato esse intensificado pelas novas tecnologias. Com isso, inúmeras comorbidades seriam evitadas na população, diminuindo a pressão sobre os sistemas de saúde pública.
    Além disso, a prática de educação física pelo público infantojuvenil pode promover a criação de novas relações interpessoais na atual sociedade individualista. Na Finlândia, país do eixo setentrional, a educação, baseada no coletivismo, é reconhecida como uma das melhores do planeta, segundo o PISA. Aludindo ao modelo finlandês, com um estímulo de agregação em atividades físicas, os jovens poderiam desenvolver um senso de pluralidade, inclusão e companheirismo, de modo a fomentar uma maior capacidade empática grupal ainda na juventude. Com efeito, o viés durkheimiano de que a sociedade atual orgânica é fundamentada apenas no egocentrismo, seria estruturalmente ressignificada.
     Portanto, medidas são fulcrais para a implantação mais constante da educação física ainda na infância. Destarte, o Ministério da Educação precisa revitalizar e realocar a posição de importância dessa disciplina na grade escolar. Isso deve ser feito mediante uma melhor distribuição de verbas entre a união, com o fito de promover a disponibilização de ginásios esportivos e acervo docente para as escolas. Dessa forma, jovens poderão aprender habilidades que os acompanharão por toda a vida, levando o equilíbrio dos ideais espartano e ateniense para as próximas gerações.

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