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A importância da consciência de privilégios

  Segundo o “Mito da caverna” de Platão, o homem cria sua própria “bolha” social. Desse modo, esses seres não desenvolvem a percepção da realidade de outrem, sendo assim não há a devida importância da consciência de privilégios mediante à inexistência de comparações entre os indivíduos. Nesse sentido, no contexto hodierno, o problema vigora por causa da persistência da individualidade e a meritocracia.


  Diante desse quadro, em primeira análise, destaca-se a falta de coletividade. Prova disso é a ideologia do filosofo polonês Bauman, a qual disserta sobre a evidenciação do individualismo exacerbado na contemporaneidade.  A causa disso demonstra-se a inexistência do exercício da empatia. Dessa forma, resulta na carência da compreensão das necessidades de outrem, consequentemente, não há lutas populares em prol da equiparação da qualidade de vida de certos grupos em detrimento de outros. Portanto, o senso individual impede o reconhecimento das vantagens sociais de cada cidadão.


  Além disso, vale ressaltar o peso do discurso meritocrático. A raiz desse óbice mostra-se o capitalismo e o seu dogma da possibilidade de alcance dos objetivos através do esforço unicamente. Entretanto, tal entendimento sucumbe as diferenças das realidades entre os indivíduos. Isso tem, como consequência, a depreciação mental de determinados seres, porque não atingem os patamares socioeconômicos mais altos. Essa questão é comprovada pelo sociólogo Pierre Bourdieu em sua tese da "Violência simbólica", a qual disserta sobre ações específicas causarem danos psicológicos. Dessarte, a meritocracia é prejudicial para a criação de um entendimento acerca de privilégios.


Torna-se claro, por conseguinte, que uma solução factível é essencial para a mitigação dessa problemática. Nessa lógica, cabe à população, como agente ativo das reivindicações dos direitos constitucionais, conhecer a realidade alheia, por meio da realização de estudos, objetivando a quebra de discursos meritocráticos através do reconhecimento da nocividade de tal fala. Como efeito, ocorrerá o desmantelamento da alienação promovida por sua “caverna” platônica.

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