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A família brasileira e suas novas configurações

A acepção de família passou por diversas transformações, a qual nos últimos anos foram mais vertiginosas e marcantes. A concepção conservadora do classicismo já não é mais a mesma da atual geração. Segundo Heráclito, tudo está em constante transfiguração, inclusive a sociedade e cabe ao Estado se adequar com suas normas. Contudo, as novas constituições familiares, não são bem vistas sob a ótica de indivíduos tradicionalistas, tornando-se um impasse quando o preconceito se torna extremo.
A princípio, as novas constituições não é mais somente nuclear. Em 1988, o STF passou a reconhecer a união estável e monoparental, a fim de exercer os direitos humanos, vigorando a livre expressão afetiva à qualquer membro que o sujeito enxergar como família, sendo assim, esses laços afetivos não provém somente de aspectos biológicos, mas sim da união de pessoas prestes a construírem um futuro, partilhando deveres e dedicação, independente da quantidade. Mais tarde, em 2011, incluiu-se a união estável homoafetiva. Visando a laicidade do país, ainda é um desafio a aceitação das famílias modernas.
Tendo em vista que a sociedade é livre para aceitar ou não -desde que estes respeitem os direitos do próximo- tornou-se utópico a ideia do pleno aceitamento a todos os cidadãos, que possuem diversas perspectivas e doutrinas. Sendo assim, coloca-se em pauta a reflexão do respeito em contraste ao preconceito, principalmente em ambientes numerosos como, escolar, de trabalho e lazer. Quando a intolerância se torna intensa, pode levar a crimes hediondos e um exemplo disso foi a morte de um estudante na escola em 2015, pelo fato de seus pais serem homossexuais, deixando evidente que o maior problema em questão é o extremismo do não aceitamento.
Torna-se evidente, que apesar das constantes mudanças no coletivo e suas leis, ainda é escasso o uso de meios que promovam reflexão em massa, como o propagandístico. Com isso, o poder midiático junto ao Governo pode elaborar campanhas explicativas sobre as mudanças ao longo do tempo, como a sociedade deve receber esses novos membros e o atual significado de família. A escola como base, deve promover com apoio ao MEC uma abordagem argumentativa mais profunda dos laços afetivos, que serão feitas através dos professores com cartilhas instrutivas, e ao fim, os próprios educandos poderão promover palestras na instituição, para que se tornem adultos orientados e desprendidos de preconceitos. No mais, a família é indispensável para repassar os valores aos seus descendentes.
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