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A família brasileira e suas novas configurações

É notório que a família brasileira vem apresentando novas configurações, visto que o IBGE identificou que mais da metade das famílias não são mais do formato tradicional. É possível destacar tanto aspectos positivos quanto negativos. Se por um lado, os laços afetivos vêm cada vez mais se fortalecendo em distintas formas; por outro, há quem defenda que a família está sendo devastada.
É possível afirmar que houve um avanço nos direitos humanos ao se "tolerar" novas formações de laços afetivos e familiares, permitindo que as pessoas façam suas escolhas livremente. Não apenas dar liberdade, mas também torná-las legais, através de uma legislação específica que ampare os interesses delas em suas novas configurações. Portanto olhar de forma compreensiva aos interesses de tais indivíduos, tratando-os e reconhecendo-os como semelhantes é um avanço incontestável.
Por outro lado, há quem diga que tal olhar seja inadmissível, pois tolerar tais mudanças certamente irá minar a tradicional família brasileira. Pensando assim, uma lei tramita na câmara dos deputados federais com o intuito de "proteger" os interesses dessa configuração familiar costumeira, e por isso ela deve ser protegida da atual desconstrução vivenciada.
Enfim, as novas configurações são uma realidade, gostando ou não disso, não se deve porém, menosprezar a liberdade de expressão e os direitos de escolhas com o intuito de atingir um fim ou proteger algo sagrado. Ao contrário do que defendia o filósofo Maquiavel, que propunha que os fins justificam os meios, o melhor caminho a ser tomado é o da tolerância. A família tem o principal e primeiro objetivo de defender seus próprios interesses e necessidades, sendo necessário para isso apoio mútuo, aceitação e diálogo. O governo deve propor leis para ampliar o espectro de proteção dos cidadãos, e não para limitar direitos somente aos "corretos". Assim nenhuma parcela da sociedade deve ficar desassistida ou desemparada de leis. As escolas devem buscar meios de ensinar a tolerar e respeitar tal mudança, não como normal, mas como comum e aceitável.
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