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A família brasileira e suas novas configurações

Novas famílias, velhos problemas
Já dizia o escritor baiano Jorge Amado: ?A liberdade é como o sol. É o bem maior do mundo?. A frase dita em sua obra Capitães da Areia deixa clara que a independência do indivíduo exerce um papel muito importante. Nesse âmbito, a sociedade brasileira parece carregar a citação de Jorge para suas vidas, visto que, o conceito de família não é mais o mesmo de séculos atrás. Destarte, esses novos grupos afetivos ainda precisam enfrentar atos retrógados, de caráter destrutivo, como burocracias jurídicas, o preconceito e a desinformação.
A ascensão do Cristianismo na Idade Média foi responsável, em grande parte, pela determinação do que é considerado, ainda nos dias atuais, o padrão de família "normal": patriarcal, machista e matrimonial. As novas configurações familiares trazem desafios de lidar com realidades distintas que não seguem os moldes tradicionais, uma vez que, a legislação é amplamente frágil nesse sentido. A diversidade sexual, a igualdade de gêneros e a pluralidade afetiva não representam ameaça à família, mas integram-se como novas possibilidades. Ter essas famílias reconhecidas publicamente e juridicamente é algo positivo para a sociedade.
Além disso, na Câmara dos Deputados, houve uma comissão especial referente a um projeto do Estatuto da Família. Nele, seria considerado como família apenas os núcleos formados pela união de um homem e uma mulher, ou seja, reforçando a exclusão das novas estruturas que tem surgido e crescido no país, haja vista que apenas 48,9%- segundo o censo de 2010 do IBGE- das famílias possuem a união tradicional, enquanto a maioria se encaixa em padrões diferentes.
Aliado aos fatos supracitados, medidas precisam ser tomadas. Cabe ao Estado, a elaboração de leis que dialoguem com as transformações sociais, devendo garantir a todas as famílias, os direitos que são dados à família patriarcal/matrimonial. As escolas, por sua vez, devem ensinar aos alunos a conviverem com as diferenças sociais através de jogos inclusivos e reunião com os pais mensalmente. As ONGS, em parceria com a mídia, devem ajudar no combate à discriminação com propagandas comerciais que comprovem a validez dessas famílias, ajudando na propagação de informação. Desse modo, o preconceito, aliado à desinformação, além da extensa intolerância ao direito de liberdade do indivíduo, algo tão valoroso para Jorge Amado, serão redimensionados.
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