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A família brasileira e suas novas configurações

"Ben Geller", personagem da aclamada série americana de televisão "Friends", é parte de uma configuração familiar multi parental, vivendo com duas mães e muito querido pelo seu pai, enfrenta muito preconceito para que as pessoas aceitem que os laços afetivos vivido por ele são sua família. Fora do audiovisual, o Brasil abriga diversas novas configurações familiares que batalham contra a discriminação e em busca do direito de, simplesmente, serem reconhecidas. Nessa perspectiva, a intolerância da sociedade brasileira, bem como a postura omissa do Estado na elaboração de leis que abracem as diferentes aparências da família, são os principais causadores dos entraves vividos pelas novas configurações familiares.
Mormente, a maioria da população brasileira é intolerante e preconceituosa. Assim, é construída a ideia do núcleo familiar heteronormativo, onde apenas marido e mulher constituem família, pensamento que, por si só, é sinônimo de retrocesso. Não obstante o fato de que, segundo pesquisa realizada pelo IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), as famílias tradicionais brasileiras somem apenas 49% das famílias do Brasil contra os 51% das novas configurações familiares, os novos arranjos de família não são reconhecidos como tais.Desse modo, tal absurdo, se torna um gargalo contra o desenvolvimento da nação e esbarra no pensamento de Ziggymunt Bauman,sociólogo polonês, que afirma vivermos uma "modernidade líquida", na qual a individualidade está tão arraigada que o preconceito se estabelece e cega a população.
Outrossim, paralelamente a essa conjuntura, o Estado assume uma atitude vexatória ao guardar em sua constituição conceito retrógrado de família e não prover leis que protejam a pluralidade de famílias da nação canarinha. Ademais, é de conhecimento geral que leis de caráter progressista são vetadas pelas autoridades políticas, justificadas por motivos religiosos e isso é uma violência contra o País, pois o Brasil é um Estado laico. Isso posto, é inadmissível que bases jurídicas sejam determinantes na definição do conceito de núcleo familiar, em detrimento dos laços vinculares e afetivos dos cidadãos envolvidos. À vista disso, a realidade vivida na sociedade hodierna, vai contra a máxima da filosofia aristotélica, que afirma que a política deve ser usada de tal forma que, por meio dela, o equilíbrio seja alcançado.
Torna-se incontrovertível, portanto, que os entraves enfrentados pelas novas configurações familiares na nação tupiniquim, precisam ser superados.É imperioso que o Estado, na figura do MEC(Ministério da Educação), em parceria com o Governo Federal, promova nas escolas, palestras e materiais didáticos que desconstruam a ideia da dominância da família heteronormativa, e na mídia sejam instauradas propagandas que incentivem a aceitação da pluralidade de novos grupos familiares, utilizando subsídios trazidos através de impostos arrecadados pela Receita federal, a fim de, através da educação, erradicar o preconceito arraigado na cultura brasileira. Some-se a isso que o Ministério da Justiça inclua na constituição Federal Brasileira, uma definição de família que leve em conta apenas os vínculos afetivos, utilizando verba do Ministério da Fazenda, para que as famílias diferentes se sintam inclusas. Dessarte, teremos um Brasil que abraça e respeita suas mais diversas famílias.
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