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A dificuldade de lidar com a morte

No livro Sapiens uma breve história da humanidade, do escritor e professor israelense Yuval Noah Harari, é abordado o desenvolvimento da humanidade, desde seu surgimento até os dias atuais, sendo possível visualizar a forma como diferentes civilizações lidavam com a morte, tendo seus diferentes rituais e costumes. Visto isso, ao observar o cenário atual do Brasil, nota-se que grande parcela da população apresenta dificuldades para superar a morte de familiares e conhecidos. Além disso, pode-se afirmar que esse fato deve-se, não só ao grande tabu que é criado sobre o tema, mas também pela falta de abordagem educacional referente ao assunto em escolas.


Primeiramente, deve-se destacar que os preconceitos gerados pela sociedade sobre assuntos como a morte são grandes empecilhos para a abordagem do tema. Segundo uma pesquisa realizada pela BBC News Brasil, empresa jornalística de telecomunicação, 74% dos entrevistados afirmaram não conversar sobre o óbito em seu cotidiano. Ao analisar esses dados é possível concluir que grande parcela do corpo social brasileiro acaba negligenciando discussões referentes ao falecimento, fazendo com que muitos não estejam preparados para receber o luto quando necessário, dificultando o processo.


Ademais, a falta de abordagem sobre a temática do finamento em escolas é outro ponto de grande entrave para a resolução da adversidade. Conforme Immanuel Kant, filósofo prussiano do século XVIII, a educação é instrumento de grande valor para a formação da sociedade e dos indivíduos. Portanto, fica claro que a abordagem desses tópicos em ambientes educacionais é um dos grandes pilares necessários para a resolução do imbróglio. Entretanto, isso é algo que não acontece nas escolas brasileiras, deixando uma enorme lacuna em aberto no processo educacional, por conseguinte, é inadmissível que em pleno século XXI o óbito seja algo tão pouco abordado pela educação.


Destarte, urgem medidas para resolver o impasse. Corroborando a isso, o Ministério da Educação, por meio de escolas da rede pública e privada, deve implementar aos currículos escolares a temática do fim de vida, promovendo palestras, rodas de conversa e abordagens que fomentem a discussão do tema, promovendo a interação entre alunos e professores. Por finalidade, espera-se que a conversa sobre o processo de luto e a morte se torne comum e cotidiano entre a massa popular, com isso, ao se depararem com esses episódios, a dificuldade de atravessar o processo será amenizada. Feito isso, estaremos escrevendo uma nova parte da história da humanidade, na qual lidar com a morte será algo tão natural como ela é. 

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