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A dificuldade de lidar com a morte

         No atual contexto social, é notória a necessidade de ir de encontro à problemática da dificuldade de aceitar a morte, no país vigente. Nesse sentido, é possível afirmar que o problema representa um desafio a ser combatido de forma mais organizada pela sociedade brasileira. No entanto, nota-se que barreiras são enfrentadas para solucionar o entrave, seja pela inação do Estado, seja a partir da ignorância de alguns indivíduos.


            Mormente, vale ressaltar que a negligência das esferas de poder público no que concerne a criação de mecanismo que coíbam tais recorrências representa um fator preponderante para a ratificação do impasse. Acerca disso, é pertinente trazer o discurso do filósofo iluminista, Voltaire, no qual ele nos diz que: o pleno equilíbrio psicológico é um direito universal e está intrinsicamente ligado às funções dos governantes. Em razão disso, constata-se que nossos atuais líderes políticos estão indo contra o pensamento do racionalista, haja vista que ele não fornece serviços públicos para ajudar o cidadão a lidar com perda de alguém querido.


           Outrossim, observa-se que, conforme – o grande pensador da antiguidade – Sócrates, os erros são consequência da ignorância humana. Acerca do exposto, é inquestionável o fato de que o problema deriva, também, da mentalidade retrógada de alguns indivíduos, que age como se a morte fosse algo totalmente desvinculado da realidade, desse modo, eles se apegam à vida dos seus entes queridos como se elas fossem eternas, mas a realidade gera uma quebra de expectativa que resulta em dor e angústia. Logo, é lamentável que um país tão rico em cultura e progenitor de intelectuais renomados permita a recorrência de tais ignorâncias.


            Torna-se importante, portanto, ressaltar a urgência de ações para frear o quadro atual. Nesse contexto, o governo federal, na função de poder legislativo, deve reduzir o sofrimento do cidadão que está de luto, por meio de leis e decretos, a qual forneça apoio financeiro e social, a fim ajuda-lo a lidar com a perda do próximo. É imperativo, ainda, que as instituições de ensino em parceria com a família promova palestras que debatam sobre o problema, com o fito de atenuar as consequências nocivas que o problema causa no psicológico. Só com essas medidas o país tornar-se-á mais justo e os ideais iluministas defendidos por Voltaire não serão mais uma teoria e serão concretizados na prática.

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