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A dificuldade de lidar com a morte

O filme “Beleza Oculta” retrata a vida de Haward, um empresário bem sucedido que encontra-se perdido em uma depressão profunda devido a má aceitação da morte de sua filha. Na trama, Haward lida com a perda de forma silenciosa. Logo, a única forma de comunicação que ele usa é a escrita – redigindo cartas para a Morte – até que ele começa a frequentar um grupo de apoio que o ajuda a sair da escuridão. Fora da ficção, a realidade vivida por Haward é comum na contemporaneidade, assim, lidar com o luto é uma dificuldade vigênte na  nossa sociedade. Visto que, o assunto é um tabu, a falta de preparo para enfrentar uma situação tão natural é deplorável. Portanto, todos nós estamos fadados à gaiola da escuridão se o despreparo emocional ainda for comum.



            Em primeiro lugar, é importante destacar que, temáticas que despertam dúvidas e medo são tajadas como tabu, uma vez que, questionar tais assuntos é um ato, muitas vezes, proibido. As pessoas preferem evitar aquilo que as assustam, mesmo quando se trata de uma questão tão natural quando a morte.O medo do desconhecido é assustador, com isso, erramos ao optar pelo caminho da ignorância. Mahatma Gandhi não estava equivocado quando disse que: “Um erro não se converte em verdado pelo fato de todo mundo acreditar nele”.



            Por conseguinte, presencia-se um grande número de pessoas que se tornaram vítimas da ignorância proveniente do medo. É fato que todos nós vamos morrer, mas não estamos preparados para lidar com a morte ao nosso redor, da mesma forma que Haward não estava. Como não comentamos sobre o luto, vive-lo é como morrer junto daquele que perdemos. A ignorância medrosa que usamos como escudo nos deixa longe de compreender como o conceito “Inteligência Emocional” criado por Daniel Goleman é importante. Se tivessemos controle sobre nossas emoções a dor da perda seria aceitável.



            Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a conscientização da população a respeito do problema, urge que o Ministério da Educação e Cultura, em parceria com o Concelho Nacional de Medicina, crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nas universidades que detalhem e ensinem o conceito de “Inteligência Emocional”, realizando debates que expliquem aos brasileiros o melhor caminho para aceitar o sentimento da perda. Somente assim, será possível combater a dificuldade de lidar com a morte e , ademais, quebrar a gaiola da escuridão que, da mesma forma que apresionava Haward, nos faz reféns da ignorância e do medo.

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