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A dificuldade de lidar com a morte

        A morte é um processo natural, porém não menos doloroso e difícil de lidar. Por mais que a maioria das crenças religiosas ocidentais esteja baseada em “Teorias Criacionistas” de Adão e Eva e do Paraíso, há ainda a presença de sentimentos conflitantes acerca do entendimento do fim. Desse modo, destacam-se duas vertentes notórias acerca do assunto: o rompimento do “Projeto de La Vie” e as implicações psicológicas na vida de familiares e amigos.


        A problemática em lidar com a morte pode ser explicada em partes pelo rompimento do “Projeto de La Vie”. Essa teoria foi desenvolvida pelo existencialista Sartre e demonstra a criação de um projeto de vida constituído por metas e desejos. Caso ocorra a quebra desse projeto de forma abrupta e inesperada, a família adentra um árduo processo de luto que pode durar meses, oscilando principalmente entre a negação e a raiva.


       No mesmo viés, destacam-se as implicações psicológicas na vida dos familiares e amigos. A ausência física causada pela perda de um ente querido pode manifestar e agravar doenças, como, por exemplo, a depressão e a ansiedade. A maneira de aliviar os sentimentos de tristeza e angústia ocorre pela fala, visto que de acordo com o psicanalista Freud os processos de cura iniciam-se por meio da mesma, a partir do compartilhamento de emoções.


       Diante do exposto, está explícita a dificuldade apresentada por nossa sociedade em lidar com a morte. Desse modo, faz se necessária a atuação do Ministério da Saúde, a fim de amparar os cidadãos diante de um momento tão delicado. Por meio do aumento do número de psicólogos na Equipe de Saúde da Família e Comunidade, efetuando de dois em dois anos concursos públicos para o cargo. Dessa maneira, a população conseguiria acesso aos atendimentos psicológicos mais rapidamente, recebendo amparo profissional e qualificado.

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