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A dificuldade de lidar com a morte


“Uma das tantas coisas que eu não escolhi na vida” canta Raul Seixas em sua música “Canto para a minha morte”. Ao comparar o contexto contemporâneo, percebe-se o despreparo psicológico brasileiro em lidar com a morte. Esse fato se desenvolve por causa das crenças religiosas incrustadas desde o Brasil Colônia. Além do mais, os profissionais da saúde devem lidar diariamente com casos de óbito e para isso, precisam equilibrar o trabalho e o ócio como forma de escapatória do cotidiano, o que não ocorre hoje. Sendo assim, é necessária uma visão humana de constância entre aproveitar o momento a fim de escapar das doenças que assolam a mente humana.
Em uma primeira análise, visualiza-se, desde o século XVI, o interesse da igreja católica em disseminar suas crenças, como a de que para ir ao “paraíso”necessitaria da catequese. Tal visão instaurou medo nos índios e influencia os indivíduos até os dias atuais. Dessa forma, milhares de fiéis seguem a um Deus como forma de escapar do medo de ir ao inferno e não aproveitam o lazer da vida, já que estão cheios de preocupação do desconhecido, que no caso, é o óbito. Então, a preocupação com o pós-vida deve ser deixado em segundo plano, a fim de que haja o aproveitamento da existência e a imperturbabilidade da alma, que segundo o pensador Epicuro, é chamada ataraxia.
Concomitante aos ideais do catolicismo influenciando diretamente na relação do ser, há dificuldade dos profissionais da saúde em lidar com às mortes nos centros hospitalares. A necessidade de concentração dentro de uma sala cirúrgica os fazem buscar caminhos alternativos com o fim de lidar com os obstáculos da perda de um paciente. Nesse contexto, a Síndrome de Burnout atinge pessoas que passam por exaustão extrema por causa do trabalho, resultando em distúrbios emocionais e consequentemente depressão . Portanto, o Conselho Federal de Medicina deve atuar no limite de cargas horárias com a finalidade de que o profissional procure ajuda para preservar a saúde mental.
Em suma, sintetiza-se que as dificuldades em lidar com a morte resultam, se não buscar ajuda, em doenças anímicas tanto na esfera pessoal quanto no emprego. Para que haja maior preparo psíquico, urge que o Ministério da Educação invista, por meio de verbas direcionadas ao aprimoramento do estudante, na contratação de psicológicos que atuarão na conversa e ajuda aos alunos duvidosos sobre a existência do ser e com problemas familiares. Assim, haverá um relaxamento mental e serão formadas pessoas que sabem lidar com a pressão. Desse modo, mesmo a morte não sendo uma escolha, haverá uma aceitação maior do humano, diferente do cantado por Raul Seixas.

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