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A desvalorização do futebol feminino no Brasil

Segundo o Jornal da USP, em 1941, as mulheres foram proibidas de jogar futebol ou qualquer outro esporte “incompatível com as condições da sua natureza”. Nessa perspectiva, as mulheres não só deveriam lutar por seus direitos, como também tinham de demonstrar que são capacitadas não só a praticar o esporte, mas a qualquer outra atividade ou emprego que era majoritariamente masculino. Ou seja, a desvalorização do futebol feminino se sucedeu devido a fatores históricos na qual só confirmam o quanto a sociedade foi, e permanece predominantemente patriarcal. Logo, é   indispensável que haja debates críticos para a reparação de tal cenário.



A priori, de acordo com a revista VejaSp, o principal nome da Seleção Brasileira masculina, o atacante Neymar, integrante do Paris Saint-Germain embolsa um salário anual de 396 milhões de reais. Enquanto, por ano Marta, craque da Seleção feminina, defende o clube americano Orlando Pride, cujo salário é de 1,47 milhão de reais. Nesse viés, a conquista do espaço não garantiu as mulheres a ascensão salarial, sendo para tanto, um retrocesso para uma sociedade que se posiciona como “moderna”. Uma vez que, não são as novas tecnologias que garantem a modernização, mas sim, a aplicação dos direitos civis, e a igualdade salarial entre gêneros é uma delas desde 1943.



Ademais, por mais gritante que seja tal disparidade salarial, essa realidade não é só compartilhada no meio esportivo. De modo indiscriminado, as mulheres estão sempre lutando, por sua existência, direito, igualdade e liberdade. Sendo em 1979,revogada no Brasil a proibição das mulheres no esporte, mas a regulamentação da modalidade só foi realizada em 1983 graças a cobrança das jogadoras. Assim, é imperioso que repartições públicas e toda a sociedade lutem pelo direito das mulheres, pois só quando a sociedade estiver mais próxima da igualdade que será possível a caminhada para uma evolução não só sólida como no modo de agir e pensar de todos que permeiam a barreira do respeito com as mulheres.



Portanto, para que seja possível esse caminhar lado a lado, sem distinção de gênero, é indispensável a participação de dois grandes pilares nacionais, a instituição escolar e o governo federal. A primeira, cabe implementar na formação dos futuros cidadãos, debates que abordem discussões de  gêneros e direitos.Assim como, a promoção de palestras que visem conscientizar que há grandes impasses para minorias, e para quem é mulher no Brasil, e que é de responsabilidade de cada um, a busca pela mudança desse cenário  caótico. Ao segundo, fica a luta do hoje,sendo uma das soluções a garantia no cumprimento de leis que preveem igualdades, como exemplo,a igualdade salarial. Da mesma maneira, por meio dos meios sociais, demonstre apoio aos marginalizados com propagandas de conscientização em massa. Visando desse modo, a abertura para todos os grupos sociais, desconstrução do patriarcalismo e igualdade já previstas em leis

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