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A cultura do cancelamento

Ao considerar o tema da cultura de cancelamento, faz-se profícuo analisar o contexto da Santa Inquisição — tribunal religioso—, que penalizava pessoas que eram vistas como ameaças às doutrinas da Igreja Católica. Não obstante, hodiernamente, a conjuntura de muitos cidadãos não se difere, com o linchamento virtual. Por conseguinte, é perceptível a necessidade de extinguir tal circunstância, dado que o cyberbullying acarreta transtornos mentais. Dessarte, convém verificar o contexto histórico-cultural do Brasil e a negligência por parte do Poder Público, visto que influenciam, de forma direta, com essa problemática.

Nessa conjuntura, é lícito pontuar que o cenário histórico do Brasil, é impulsionador desse revés. Porquanto, é indubitável que para o sociólogo Durkheim, as condutas são determinadas por fatos sociais. Isso significa, que os indivíduos agem de acordo com convenções vigentes na sociedade. Nessa conformidade, no Brasil, há raízes históricas de opressão, posto que, com o AI-5, manifestações culturais eram advertidas. Dessa forma, contemporaneamente, foi realizado o documentário denominado "O Dilema das Redes Sociais" para exibir a crescente polarização nas mídias digitais. À vista disso, validando o apresentado no livro de Leandro Cristo, "O Poder das Conexões", as concepções históricas influenciam nas ideias de uma sociedade. Diante disso, evidencia uma perspectiva retrógrada do corpo social. 

Outrossim, destaca-se a questão constitucional e sua aplicação esteja entre as causas do problema. Desse modo, de acordo com a Constituição Federal de 1988 — norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro — todo homem tem direito à liberdade de expressão. Conquanto, quando se analisa a boicotagem midiática, percebe-se o descumprimento de tratados nacionais. Dessa maneira, por exemplo, o caso da influenciadora Alinne Araújo que cometeu suicídio, após injúrias virtuais. Em consequência disso, acontecendo o que Durkheim chama de "Patologia social", isto é, quando uma legislação existe, todavia, não age com vigor, assim, o Poder Público deve cumprir o "Contrato social" de Jonh Locke.

Portanto, o desrespeito está enraizado na sociedade brasileira. Destarte, os brasileiros devem se conscientizar da importância de empatia com o outrem. Logo, urge aos Estados com o Ministério da Justiça — órgão responsável pela defesa da ordem jurídica — desenvolver mudanças criativas que promovam reduzir, energicamente, o bullying virtual, tal como, diligências de repreensão aos envolvidos em atos ilícitos virtuais. Com o intuito de que, ao contrário do que afirma Sartre, o inferno deixe de ser o outro. Perante ao exposto, que a cultura do cancelamento seja extinguida e as pessoas obtenham maior qualidade de vida.

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