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A cultura do cancelamento

Sócrates, Galileu Galilei e Copérnico. Três grandes revolucionários executados e perseguidos por pensar diferente das sociedades que viviam. Em consonância, a realidade contemporânea não destoa da antiguidade, haja visto a cultura do cancelamento que revela-se um paradoxo no Brasil. Nesse sentido, o consumo tecnológico alienado e desenfreado reforça essa cultura pessimista e falha. Além disso, a padronização dos comportamentos induz ações supérfluas e errôneas, a alavancar a situação de forma desarmoniosa e precipitada.


A princípio, é justo ressaltar a alienação tecnológica enquanto vetor da cultura do cancelamento. Nesse alinhavar, segundo a teoria política Pós-verdade, os cidadãos modernos estão propensos a aceitar e tomar como verdade argumentos cibernéticos sem fundamentos e nem comprovação. Em concordância, a revista Veja destaca em seus estudos que as pessoas habituadas ao cancelamento se baseiam em notícias falsas e precipitadas. Logo, é imprescindível ressignificar a estrutura basilar desse problema: a liberdade de expressão dos brasileiros.


Outrossim, a massificação dos comportamentos é trampolim para a deformidade da cultura em questão. Nesse viés, em sua teoria Sociedade do espetáculo, Guy Debord atrela a necessidade de “estar” e “parecer” nas redes sociais um vetor da padronização dos costumes, para, portanto, se inserir nessa instituição social. Isto posto, fica evidente o quanto as noticias e os movimentos sociais, correm o risco de serem banalizados, pois, majoritariamente, o ego e a necessidade individual de “parecer engajado” é maior que a própria causa. Assim, remodelar e reestruturar os modos de uso da internet torna-se fundamental.


Em arremate, para mitigar tais questões, cabe ao Ministério da Educação dissolver as ideias e contradições da cultura do cancelamento. Para isso, é necessário ensinar, prematuramente, os malefícios do mau uso da internet, por meio da criação de músicas e momentos lúdicos nas escolas, no fito de combater a alienação tecnológica. Simultaneamente, deve usar das propagandas massivas para ressignificar o ato de estar inserido em movimentos pela internet. Neste ínterim, espera-se de todos esses instrumentos, um verdadeiro e sólido rompimento dos males dessa cultura, concretizada há muitos séculos.  

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