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A cultura do cancelamento

A definição de poder, para o senso comum, está baseada em todas as instituições que apresentam, ou apresentaram, grandes papéis regulamentadores na história. Porém, para Michel Foucault, o poder está em todas as camadas sociais. Espalhado como uma espécie de rede que entrelaça todos os indivíduos, sendo composta por saberes e discursos. Atualmente, de forma análoga, a cultura do cancelamento faz-se presente na sociedade como uma ramificação do regime e reprime, de forma incoerente e injusta, uma minoria. 


Em primeiro plano, pode-se destacar a importância das discussões, sejam políticas ou não, e da tolerância com princípios diferentes dos que são ambientalizados. Assim, de acordo com o jornal BBC, o movimento do cancelamento começou com o intuito de chamar a atenção para injustiças sociais e para preservação ambiental, uma voz para grupos oprimidos. Nota-se, a partir do fato exposto, que com o tempo, o objetivo da mobilização mudou radicalmente e passou a ser uma forma de repressão e desarmonização social extremamente desnecessária, pois não se trata de uma conversa, e sim, da remoção do direito de fala. 


Ademais, o aumento dos estudos relacionados à tecnologia, no século XXI, proporcionaram grandes invenções que, de início, tinham foco de contribuir e construir relações virtuais produtivas no sentido social. Contudo, pode-se notar a presença de um sistema abominável de grandes polarizações de ideias e de conceitos na internet. Esses grupos, polarizados por algoritmos preconceituosos, trazem ondas de silenciamentos e punições inaceitáveis aos considerados "errados". Com isso, há o ferimento de um dos direitos fundamentais, conhecido como "Liberdade de Expressão", promungado pela Constituição de 1988 e que garante à todos a capacidade de expor seus pensamentos sem julgamentos, o que não ocorre. 


Portanto, diante das consequências que a cultura do cancelamento coleciona, medidas são necessárias para alterar o cenário recorrente. Assim, é dever das grandes mídias e do governo brasileiro alertarem os usuários sobre o extremo cancelamento nas redes sociais e de como essa cultura oprime outras formas de pensar. Através de vídeos e propagandas, divulgadas em todos os meios de comunicação, que retratem a importância da exposição de ideias, dos debates saudáveis e com base no direito à liberdade de fala e pensamento. Espera-se, depois da implementação, um decréscimo nos números de ocorrências de silenciamentos na internet brasileira.

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