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A cultura do cancelamento

Em meados do século XX, durante a segunda Guerra Mundial, a internet foi desenvolvida com o fito de facilitar a comunicação bélica. Hodiernamente, outras funções foram atribuídas a essa tecnologia, dentre elas o uso das redes sociais, que possibilita a diversas pessoas opinar sobre acontecimentos no mundo. Nesse cenário, surge-se uma cultura do cancelamento, na qual empresas, celebridades e pessoas comuns são criticadas devido a palavras ou atitudes consideradas erradas pela população. Dessa maneira, é notório que essa cultura é um grave problema, visto que é uma forma de fazer justiça com as próprias mãos e afeta a liberdade de expressão dos indivíduos.


                Vale ressaltar, a princípio, que o cancelamento viabiliza a intervenção das pessoas na vida alheia. Em um episódio da série britânica “Black Mirror”, os usuários do Twitter votam para que alguém que teve um comportamento inadequado, como falar mal de deficientes, seja assassinado após ter sido xingado e ameaçado. Fora da ficção também ocorre o boicote às personalidades que tiveram atitudes inapropriadas, elas são insultadas e criticadas por indivíduos que se consideram benfeitores e acreditam, de maneira equivocada, estarem fazendo justiça ao disseminar o ódio e prejudicar o outro.


                Outrossim, a cultura do cancelamento intervém no direito do indivíduo de expressar-se livremente. Nesse viés, o filósofo iluminista Voltaire defendeu que todos os seres humanos podem manifestar sua opinião ainda que seja divergente da dele. No entanto, o que se observa na realidade é adverso àquilo preservado por Voltaire, haja vista que ao não agir conforme esperado por outrem, o indivíduo é logo julgado e reprovado socialmente. Assim, as pessoas passam a ter medo de dizer o que pensam, tendo sua liberdade de expressão inibida para evitar o cancelamento.


                Portanto, medidas são necessárias para alterar esse cenário. Para isso, os governantes de cada país devem instruir sua população acerca das consequências de tentar fazer justiça com as próprias mãos e de cancelar pessoas, por meio da criação de campanhas  e propagandas que falem sobre isso e sejam divulgadas na TV aberta e nas redes sociais, como Twitter e Instagram, a fim de evitar que os indivíduos propaguem a cultura do cancelamento, o que diminuíra o ódio disseminado na internet. Somente assim, o problema será gradualmente resolvido.

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