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A cultura do cancelamento

São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Porém, a cultura do cancelamento contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que, no Brasil, as pessoas e marcas são vitimas de discursos de ódio por terem visões diferentes ou por fazerem algo errado nas suas redes sociais. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos em virtude do individualismo e a má influência midiática.


Convém ressaltar, a princípio, que o individualismo é um fator determinante na persistência desse impasse. Na obra "Modernidade Líquida", Zygmunt Bauman defende que a sociedade atual é fortemente influenciada pelo individualismo. A tese do sociólogo pode ser observada de maneira específica na realidade brasileira, no que tange à cultura do cancelamento. Essa liquidez que influi sobre o assunto funciona como um forte empecilho para sua resolução.


Outro ponto relevante, nessa temática, é a má influência midiática. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertida em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população, influencia na consolidação do problema.


Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Assim, especialistas no assunto, com o apoio de ONGs também especializadas, devem desenvolver ações que revertam a má influência midiática sobre a cultura do cancelamento. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio da produção de vídeos que alertem sobre as reais condições da questão, comparando o tratamento que a mídia dá com relatos de pessoas que de fato vivenciaram tal problema. É possível, também, criar uma "hashtag" para identificar a campanha e ganhar mais visibilidade, a fim de conscientizar a população sobre as consequências do tratamento que determinados canais de comunicação dão ao assunto.

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