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A cultura do cancelamento

 Na série " The 100" é retratado o banimento social do personagem Murfh, após esse ter cometido diversos atos desrespeitoso e imorais contra os outros indivíduos integrantes do acampamento, no qual esses viviam. Nesse viés, de maneira paralela à série, a cultura  do cancelamento pela internet, tornou-se um aparato coletivo de julgamentos acerca das ações sociais dos sujeitos no Brasil,  hodiernamente. Dessa forma, ora pela legitimidade de pleno acesso ao mundo das informações imediatas, ora pela polarização no que  tange a união social para combate a impasses rotineiros, a cultura do cancelamento virtual mantém-se efetiva na sociedade brasileira.


 Em primeira análise, vale salientar que o "cancelar" de outrem só é plausível  no que tange a rejeição,  unicamente, de suas ações errôneas, de maneira civilizada e respeitosa. Nesse sentido, segundo Platão, no mito sobre as cavernas, secularmente, os seres humanos viviam desprovidos de conhecimento correto. Todavia, é nítido que com a polarização em massa da internet, os indivíduos atuais gozam de informações amplas e, assim, consequentemente, são  aptos para subjugar, por exemplo, diretrizes políticas ineficazes  que afetam suas vidas de maneiras  maléficas. Situação  difundida e embasada no cancelamento digital em pauta.


 Outrossim, o debate e julgamento legal via internet é de suma importância no que diz respeito ao pleno coibimento de dilemas sociais no país.  Posto que, de acordo com Descartes, " é fundamental a discussão popular em âmbitos democráticos que visem atenuar os problemas que englobam tal comunidade". Haja vista que, além de validar o livre acesso popular aos acontecimentos inteirinos,  e aos   direitos de discussões morais e éticas, o cancelar coletivo evidência  e mitiga, de forma expansiva, impasses que inibem o progresso do país: como a prática de racismo, homofobia e preconceito. Em  síntese,  é notório  a importância da intervenção popular na liquidação  dos problemas supracitados, os quais são evidentes no mundo virtual e/ou  "real".


 Portanto, é imperioso o respaldo estatal acerca da legitimidade da cultura do cancelamento, legal e civilizado, tendo a base exclusiva de seus benefícios no combate  à mazelas sociais. Para tanto, cabe ao Executivo,  por meio da criação de  campanhas expositivas  em parceria com à mídia ,     propagar  o ensinamento de maneiras airosas de uso do poder de opinião e coletividade popular on-line,  de forma  a enfatizarem os benéficos conquistados com tais ferramentas. Além disso, essa   campanhas, que serão mostradas em horário nobre,  devem direcionar os indivíduos a usarem tais ferramentas para a união  geral de discussões necessárias, de modo a criarem uma segregação entre o que deve ser cancelado ou coibindo e o que  deve ser resoluto e potencializado democraticamente. Só assim, ao invés de usar a nova cultura de julgamento  para inibir uma pessoa ou única ação, será possível escalar e fomentar a voz populacional  para solucionar os infortúnios que integram o Brasil. 


 

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