O CUPOM VOUPASSAR35 É VÁLIDO POR: dias horas minutos segundos

A crescente descrença no pensamento científico no Brasil

No início do século XIX o filósofo Immanuel Kant, em sua obra “Sobre a Pedagogia”, apresentou o pensamento “o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”. Contemporaneamente, no Brasil, os educadores e cientistas vivem um momento nada favorável, tendo em vista a notória descredibilização acerca de seus trabalhos. Com efeito, o complexo quadro do ideais anticientíficos no povo brasileiro alicerça-se como subproduto da ineficácia do Estado e da compactuação da sociedade.


Em uma primeira análise, o acentuado cenário de crescimento da descrença em cientistas constrói-se em decorrência da ineficiência estatal em fornecer um sistema educacional de qualidade. Esse paradigma embasa-se na visão errônea dos políticos de que o investimento nesse tipo de educação não é lucrativo. Com efeito, essa situação relaciona-se diretamente com a empírica frase dita por John Locke “o Estado é o único que deve promover direitos e garantias fundamentais”. Nesse contexto, a população segue sem ter contato com pensamento científico, fomentando a desconfiança.


Ademais, em uma segunda análise, a inadmissível realidade de crescimento da anticiência decorre também da condescendência do corpo social. A gênese desse panorama fundamenta-se em uma população que, além de não participar do combate ao problema, torna-se parte dele, compactuando com o aumento de indivíduos participantes de movimentos como o antivacina, o terraplanista e etc. Essa percepção correlaciona-se com os fatos narrados por Douglas Adams em sua obra “Guia do Mochileiro nas Galáxias” em que raças alienígenas o tempo todo criam problemas umas para as outras, contando sempre com a omissão das raças não envolvidas. Diante disso, esses movimentos sociais só tendem a crescer, sendo cada vez mais nocivos à própria população.


A ineficiência estatal aliada à compactuação da sociedade, portanto, instauram a perspectiva de aumento da anticiência em território nacional. Cabe, então, ao poder executivo, em forma de Ministério da Educação, difundir a simpatia ao ideal científico através de campanhas puublicitárias e inserção de aulas sobre o assunto nas escolas, para, enfim, os brasileiros se afastarem do negacionismo e deixarem de ser vetores de aumento desse fenômeno. Para que, assim, Immanuel Kant pudesse se orgulhar da educação brasileira.

Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!