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A crescente descrença no pensamento científico no Brasil

          Em uma perspectiva histórica, a dicotomia entre a ciência e o senso comum esteve presente desde a Antiguidade Clássica, haja vista que, após a implementação da razão no viés filosófico, os mitos deixaram de ser utilizados como fontes de conhecimento, corroborando a manutenção do saber. Nesse sentido, hodiernamente, constata-se que esse cenário pode ser assimilado à realidade da crescente descrença no pensamento científico no Brasil, já que existem indivíduos, assim como outrora, que negam a sua contribuição sociopolítica na comunidade atual e futura. É mister analisar, portanto, tanto a falha educacional em formar cidadãos conhecedores do desenvolvimento racional quanto a disseminação do lado negativo da sabedoria popular nas plataformas digitais.


          A princípio, faz-se imprescindível ponderar que as instituições de letramento têm papel substancial para a construção da racionalidade na vida dos pequenos e, sobretudo, no cotidiano dos pais, reduzindo, dessa forma, o desconhecimento científico. Essa premissa está assegurada na Constituição Federal e, além disso, Paulo Freire, professor brasileiro, afirma que a escola necessita da participação de outros setores sociais, como a família, na edificação da sabedoria. A partir disso, evidencia-se que a ausência de educação dos alunos e da comunidade, viabilizada por reuniões abertas, fomenta a dificuldade de amenizar o senso comum enraizado na sociedade, gerando indivíduos facilmente manipulados por errôneas ideologias propagadas, por exemplo, pelas redes de informação. Enfim, é imperioso efetivar a função constitucional das unidades de ensino.


          Por conseguinte, nota-se que, quando a escola descumpre seu papel, a população sofre manipulações errôneas advindas das redes de informação, causando, não por acaso, a aversão à ciência. Isso porque, com o advento da Terceira Revolução Industrial, as pessoas tiveram acesso a aparelhos digitais responsáveis pela aculturação virtual, proporcionando uma alteração social considerável no cotidiano dos civis. Diante disso, elas são demasiadamente instruídas, por meio de sites e notícias, a negligenciar o progresso científico e o seu aprimoramento na vida humana, como os cidadãos que são contra a vacinação, o que acarreta um retrocesso da sabedoria. Esse é, em suma, o lado negativo do conhecimento popular, defender premissas que não possuem fundamentação.


          Fica claro, em resumo, que o impasse é causado por fatores educacionais. Logo, com o intuito de difundir o pensamento científico no Brasil e atenuar a manipulação do viés informacional digital, urge que o Ministério da Educação, adjunto ao da Tecnologia, promova discussões nas escolas abertas à comunidade, evidenciando que as pessoas devem valorizar a ciência para desenvolver a criticidade. Isso ocorrerá por intermédio da atuação de professores da área da Filosofia, da Sociologia e certamente, das Ciências Aplicadas, fazendo com que a sociedade esteja receptível a compreender a doutrina dos pesquisadores. Feito isso, a dicotomia será minimizada no Brasil. 

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