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A crescente descrença no pensamento científico no Brasil

            Até meados do século XV, a história vivia a chamada Idade Média. Embora tenha sido um período de grandes criações, por exemplo, as fundações de faculdades, foi uma época em que as teorias eram guiadas por crenças religiosas, motivo pelo qual retardou-se o conhecimento racional. Paralelo a isso, em um cenário hodierno, ocorre uma transgressão do saber, em razão da crescente descrença nos pensamentos científicos. Sob este viés, torna-se como causa evidente a grande quantidade de informações - de um mesmo assunto -, geradas em pouco tempo, bem como os interesses das autoridades em restringir a ciência.


            A priori, a “infodemia” – termo utilizado para designar o bombardeio de dados sobre um tema específico, utilizando-se de poucos minutos -, pode ser considerada um empecilho ao acabamento deste ciclo. Em concordância com a Teoria das Janelas Quebradas, do criminalista George Kelling, a desordem gera desordem. À vista disso, ao passo que os indivíduos publicam informações de um conteúdo, outros, observando tais, são impulsionados a postarem também. Sendo assim, é originada uma descrença a respeito de um determinado tema, tendo em vista a formação de uma nuvem de teses conflitantes, as quais introduzem inverdades na consciência do sujeito, colocando em xeque fatos já comprovados cientificamente.


            Em segundo plano, o desejo dos governos de afastar o pensamento científico da população é um grande impasse à resolução da problemática. De acordo com a Teoria da Geologia Moral, de Nietsche, “a falta de investigação sobre as perspectivas de um problema gera a aceitação de quadros negativos”. Em meio a isso, o descrédito aos estudos científicos dificulta o desenvolvimento do senso crítico, transformando-se, aos olhos destes cidadãos, problemas graves em irrelevantes. Nesse sentido, é notório a vontade das autoridades em manter tal conjuntura, posto que um governo permeado de mazelas, injustiças e ilegalidades, nestas circunstâncias, é passível de ser encoberto com a capa da utopia social.


Infere-se, portanto, a descrença no pensamento científico como uma barreira à concretização de uma comunidade perfeita. Logo, é mister que o Estado tome as medidas cabíveis, para que esta realidade seja contornada. Dessa forma, é necessário que o Tribunal de Contas da União envie verbas que, por intermédio do Ministério da Educação e Cultura, serão revertidas em debates, oficinas e propagandas publicitárias que elucidem o pensamento científico como base crucial do conhecimento, a fim de conscientizar a população para a importância social deste. Por conseguinte, tornando-se inconcebível dar créditos à dados fundamentados em achismos. Só assim, uma sociedade mais crítica ressurgirá, embargando qualquer tipo de iniquidade.


 

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