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A crescente descrença no pensamento científico no Brasil

  O Renascimento Científico, desenvolvido na Era Moderna, utilizou a razão e o empirismo para elaboração de princípios e métodos que culminaram nas bases da ciência moderna. Nesse contexto, a evolução e a aplicação de teorias cientificas em diversas áreas, como na medicina e na física, levou a exaltação da ciência e da potencialidade humana na sociedade. Contudo, hodiernamente esse louvor se transformou na descrença no pensamento cientifico, a qual se expande no Brasil em razão do negacionismo politico e da disseminação de notícias falsas.


  Antes de tudo, avalia-se o negacionismo político como um elemento que fomenta o problema. Segundo Freud, a negação é um artifício psicológico que pretender reduzir qualquer manifestação que ameace a integridade do ego do sujeito. Nessa perspectiva, observa-se que o negacionismo, rejeição da realidade a favor de ideias radicais, é o instrumento usado por representantes políticos para desmoralizar o conhecimento científico, o qual põe em risco a hegemonia de seus interesses pessoais. Exemplo disso, é o questionamento do aquecimento global por Donald Trump para justificar medidas ofensivas ao meio ambiente em nome do lucro. Logo, é indispensável a contenção do negacionismo político como determinante para o quadro deplorável de descrença cientifica pela população.


  Ademais, é preciso destacar a disseminação de notícias falsas como um agente da problemática. No panorama atual de Era da Pós-verdade, definição da manipulação da opinião com a popularização de crenças falsas, não é surpreendente a utilização de notícias inverídicas como ferramenta de alienação em massa contra a ciência. Essa exposição de informações infundadas explora medos e inseguranças da população a ponto de desacreditar pesquisas científicas e sustentar movimentos como o Antivacina e o Terraplanismo. Dessa maneira, torna-se irrefutável a necessidade de combater a difusão de falácias científicas que procuram corromper a veracidade da ciência.


  Portanto, as universidades e os centros de pesquisa, portadores do conhecimento científico, devem buscar a aproximação desse com a sociedade. Essa ação poderá ser executada por meio de palestras abertas ou até online, que promovam o diálogo e a análise de fatos, com o intuito de derrubarem teorias pseudocientíficas, como o questionamento do aquecimento global. Outrossim, redes sociais, como Facebook e Twitter, devem coibir a  difusão de notícias infundadas através da exclusão e identificação de perfis falsos a fim de combater a manipulação de ideias a favor da descrença no pensamento científico

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