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A crescente descrença no pensamento científico no Brasil

Com o advento da modernidade, a ciência demonstrou confiabilidade mediante aos avanços filosóficos, tecnológicos e medicinais. Entretanto, o decaimento da crença nessa área do conhecimento não é atual. Historicamente, a Idade Média foi marcada pela condenação de cientistas, como Galileu Galilei, devido aos seus amplos saberes astronômicos. Hodiernamente, embora os direitos humanos assegurem a integridade individual, ainda é exposto o grande cenário de descrença científica, fruto da falha de impulso educacional, o que acarreta a ideologia conservadora dos indivíduos.


Pelo pressuposto, a falta de investimentos governamentais em recursos e estruturas nas instituições de ensino, corrobora o decaimento da confiança populacional no conhecimento técnico. Nesse sentido, a Constituição Federal de 1988 promulga uma educação voltada à ciência e tecnologia como direito coletivo e dever estatal. Contudo, no Brasil, essa realidade é reprimida devido a carência de financiamentos de programas públicos, como Ciência Sem Fronteiras, bem como dos cortes de projetos das Universidades Federais. Dessa forma, é indubitável que há uma negligência à Cláusula Constitucional o que retrocede os seus índices de desenvolvimento nacional e, consequentemente, desestimula o acolhimento científico pelos cidadãos.


Por conseguinte, esse óbice, oriundo da educação pública, gera indivíduos com sensos conservadores e descrentes nos cientistas em geral. Nesse contexto, tal condição supre a visão Determinista do século XIX, o qual caracteriza o homem como fruto da sociedade vivida. De fato, esses preceitos são compatíveis com a problemática atual, pois devido a falta de impulsos do Estado nos meios científicos, logo a população irá apresentar índices de descrença nessa área, sustentando as bolhas sociais conservadoras e individualistas. Como prova disso, o médico e escritor Drauzio Varella, em uma de suas pesquisas, aponta que um terço dos brasileiros ainda desconfia da ciência. Em suma, medidas interventivas que visem o desenvolvimento técnico e a manutenção das ideologias estáveis são imprescindíveis.


Destarte, infere-se que ainda há entraves para garantir a solidificação do Artigo Constitucional na sociedade brasileira. Portanto, cabe ao Ministério da Educação, como defensor dos direitos educacionais, promover políticas que visem o desenvolvimento científico e acadêmico, por meio do investimento em recursos de projetos universitários, oferecimento de bolsas de pesquisas em todas as áreas do conhecimento e a criação de peças publicitárias e anúncios na mídia que visem garantir a integração popular, seja de estudantes ou profissionais, nesse âmbito. Desse modo, com finalidade de combater o cenário de descrença na ciência e desfazer-se do legado ultrapassado da Idade Média, o qual os cientistas não serão condenados, e sim valorizados.

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