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A crescente descrença no pensamento científico no Brasil

Seguindo um viés analítico, o lema positivista presente na bandeira brasileira, "ordem e progresso", fruto de uma ideologia que prega um conhecimento seguro e definitivo, contrasta com a crescente negação do cientificismo em terras tupiniquins. A área científica brasileira vem sofrendo com uma educação básica obsoleta que, aliada ao menoscabo do Estado no que concerne ao financiamento de projetos científicos, constitui um impasse no desenvolvimento informacional da nação. Coligindo os fatos, conclui-se que é necessário, visando o avanço do país, reverter o cenário de descaso com o pensamento científico.
Em uma primeira análise, faz-se necessário salientar o papel da educação no avanço do ser humano. A tal fato, pode-se associar o pensamento do escritor suiço Jean Piaget, no qual este afirma que o objetivo da escola é estimular o raciocínio em várias áreas, além de fomentar o pensamento crítico. O raciocínio do escritor se mostra diametralmente oposto ao sistema educacional brasileiro que, ao robotizar a educação, desestimula os alunos, apresentando-os uma grade curricular pouco maleável e sujeita à intervenção de fatores externos, como se nota no constante debate entre o ensino do evolucionismo, corrente de pensamento científica, e o criacionismo, teoria bíblica. Logo, é possível inferir que a base de formação educacional brasileira é um impasse para o avanço do cientificismo no país, devido à ausência de valorização da área, além do método antiquado aplicado nas escolas.
Análogo ao exposto, há a ingerência estatal no que tange aos investimentos em pesquisas. Nesse sentido, há o modelo de Estado proposto pelo jornalista, economista e teórico liberal francês Frédéric Bastiat, o qual propõe que o governo, em tese, deve universalizar a educação e o conhecimento. Contrastante à teoria anterior, tem-se medidas governamentais de restrição de gastos com a área científica, como o corte de verbas ao "Ciência sem Fronteiras", programa que custeava pesquisas e estudos de cientistas no exterior, onde há uma melhor base tecnológica. Ademais, houve cortes em investimentos nas universidades federais, segundo balanços divulgados pelas próprias instituições, o que acarreta na estagnação de pesquisas e na subutilização estrutural de laboratórios, estancando o avanço em diversas áreas. Sendo assim, percebe-se que o Estado, ao menosprezar a área de pesquisas, assume-a como desnecessária, promovendo o desinteresse generalizado no pensamento científico.
Em uma síntese dos fatos supracitados, conclui-se que a descrença no pensamento científico é uma chaga na educação brasileira. Portanto, cabe ao Estado, por meio do Ministério da Educação, reformular a base curricular das escolas brasileiras, abordando temas pertinentes e contextualizados, visando atrair o interesse do jovem na área. Além disto, figura como medida necessária, a revitalização de programas na área de pesquisa, a fito de promover um interesse na área, objetivando assim, fazer jus ao conhecimento concreto, tão preconizado pela ideologia que dá origem ao lema de nossa bandeira.
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