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A crescente descrença no pensamento científico no Brasil

Frankenstein, romance de terror gótico, conta a história de um cientista que deseja criar vida a partir dos mortos. Apesar de ter conseguido atingir seu objetivo, o protagonista criou um monstro que começou a aterrorizar os cidadãos da cidade. Logo, os indivíduos da comunidade se uniram contra o pesquisador e sua criação. Hodiernamente, essa ficção assemelha-se ao pensamento de muitos brasileiros no que diz respeito à descrença no pensamento científico. Infelizmente, essa problemática perpetua-se não só pela propagação de notícias falsas, mas também pela ausência de um pensamento crítico.
A utilização do termo "fake news" -notícias falsas- é uma tendência recente no Brasil. Nesse sentido, ele é muito aplicado por pessoas que acusam de invenção algum relato. Lamentavelmente, este termo, agora, define muitas das informações que circulam pelas redes sociais. Nesse contexto, é válido analisar os boatos que circulam no "WhatsApp", principal meio de comunicação atualmente, visto que diversos sujeitos acreditam em notícias que publicam no aplicativo sem, ao menos, pesquisar. Em decorrência disso, muitas tragédias acontecem, como por exemplo: os moradores do estado de Minas Gerais, apesar dos avisos dos especialistas, mataram uma numerosa quantidade de macacos, pois acreditaram que eles eram transmissores do vírus da febre amarela.
Ademais, a falta de uma mentalidade crítica corrobora o não julgamento das informações falsas, bem como a descrença na ciência. Perante a isso, os indivíduos creem facilmente em discursos ignorantes. Nesse contexto, é evidente que setores da sociedade falham em ensinar ao cidadão, desde sua infância, a deter uma concepção crítica. Dessa maneira, é importante salientar que segundo Émile Durkheim, é na meninice que os indivíduos adquirem os valores éticos e morais da sociedade em que se encontram. Diante disso, é dever da escola e do responsável educar o jovem para refletir.
Infere-se, portanto, que há entraves para a crença no pensamento científico no Brasil. Desse modo, é necessário que o Ministério da Educação, por meio de agentes qualificados, promova o acompanhamento de notícias falsas prejudiciais que circulam na rede, bem como avise a população, através de propagandas, sobre isso. Assim, os cidadãos poderão se informar. Além disso, o Terceiro Setor deve promover peças teatrais em escolas, as quais deverão abordar a temática da mentalidade julgadora. Feito isso, o Brasil será um país mais informado.
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