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A banalização do vírus HIV na atualidade

O HIV (vírus da imunodeficiência humana) continua sendo associado à comunidade LGBTQIA+, reproduzindo um discurso preconceituoso e baseado no senso comum, uma vez que os homens heterossexuais representam 49% dos casos. De acordo com o Boletim Epidemiológico HIV/AIDS de 2018. Ademais, número de indivíduos infectados têm aumentado ultimamente, o que chama a atenção para uma problemática: a banalização do vírus HIV nos dias atuais. Isso dá-se pela possibilidade de tratamento aliada à queda da mortalidade.


Em primeira análise, pode-se apontar a existência de tratamento como principal motivo da existência da problemática. Os medicamentos antirretrovirais inibem a multiplicação do vírus na pessoa infectada, dificultando o enfraquecimento de seu sistema imunológico, fazendo com que seja possível levar uma vida relativamente normal. Isso, infelizmente, causa uma sensação na maioria das pessoas de que o vírus já não é mais nocivo à saúde, o que é uma conclusão equivocada. De acordo com Jean Gorinchteyn, médico infectologista:  “Tratamento, na cabeça das pessoas, é igual à cura”. Dessa forma, ao ter uma perspectiva fora da realidade, o risco que é real acaba sendo banalizado.


Outrossim, a queda da mortalidade contribui significativamente para a existência da problemática. Isso uma vez que o medo de perder a vida era muito mais comum no século XX, quando pouco se sabia sobre a doença -recém descoberta- e o que poderia acarretar na vida das pessoas infectadas. Ademais, ouvir falar de algum artista famoso que faleceu por causa de complicações na doença como foi o caso de Cazuza, Freddie Mercury e Renato Russo, que marcaram toda uma geração teve um grande impacto. Assim sendo, quando o número de mortes cai, a doença torna-se invisível, enquanto o número de indivíduos infectados só aumenta.


Portanto, o Ministério da Saúde- responsável pela administração da saúde pública no Brasil- deve criar um programa de conscientização da população que será feito por meio de palestras gratuitas para toda a população, ministradas por médicos infectologistas. Através delas, a população terá mais consciência dos riscos do vírus à saúde e como deve ser feita a prevenção, fazendo com que a banalização do HIV deixe de ser comum.

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