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A banalização do vírus HIV na atualidade

 Para o sociólogo Èmile Durkhein, instituições negligentes com o contrato social causam o caos na sociedade. Perante tal pensamento, embora os casos de contaminações por HIV no Brasil têm se estabilizado nas últimas décadas, deturpa ainda do ideal institucional citado pelo sociólogo, já que, nos últimos anos as infecções obtiveram aumento de 3%. Diante desse raciocínio, combater a falta de informações sobre o contágio do HIV entre os jovens brasileiros, além de mitigar a ausência de políticas públicas nas regiões mais vulneráveis, são caminhos para que o Estado intervenha em tal situação.


 Diante desse cenário, vale ressaltar os atuais parâmetros que apontam a urgência da problemática. Nesse sentido, segundo dados coletados pelo Ministério da Saúde, apenas 56,6% dos brasileiros entre 15 e 24 anos usam camisinha com parceiros eventuais, evidenciando, portanto, a despreocupação dessa faixa etária com a doença devido à desinformação hodierna. Nesse viés de raciocínio, salvo progressos como a distribuição gratuita de preservativos nos postos de saúde, além das campanhas introduzidas na sociedade durante a epidemia da AIDS, a leviandade sobre o controle das infecções por HIV retoma ao crescimento dos casos, uma vez que os jovens perdem o receio da gravidade da doença.


 Ademais, além da falta de informações sobre o contágio por HIV hodiernamente, a negligência estatal perante políticas públicas aos grupos socialmente vulneráveis consiste também em um empecilho para inverter o cenário. Diante disso, concomitante à afirmativa do presidente do Fórum de ONGs/AIDS de São Paulo, Rodrigo Pinheiro, a falta de políticas adequadas às populações mais vulneráveis à doença também foi um problema nos governos federais atual e anterior. Assim, inserir projetos que orientem e informem os grupos socialmente marginalizados, como heterossexuais, homossexuais e profissionais do sexo que residem em bairros periféricos, são caminhos para mitigar tal perspectiva.


 Portanto, o Estado deve intervir para que o aumento das infecções por HIV no Brasil seja extinto. Logo, o Ministério da Saúde deve reforçar as campanhas de combate à transmissão do HIV, por meio dos canais de informação, como redes sociais, Tv e rádio – de modo a atingir a população mais jovem - com o intuito de desmitificar o contágio, uma vez que a leviandade de informações agrava o aumento de casos. Além disso, os postos de saúde periféricos devem potencializar o atendimento nos bairros periféricos com a finalidade de tornar mais acessível os meios preservativos e informativos de evitar o contágio do HIV. Dessa forma, será distinta da realidade do Brasil a máxima de Èmile Durkhein.

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