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A banalização do vírus HIV na atualidade

Na década de 1980, começaram a surgir no Brasil os primeiros casos da até então desconhecida Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids), doença manifestada após a infecção do organismo humano pelo HIV. O cantor Cazuza faleceu prematuramente vítima do vírus da Aids, o que gerou amedrontamento na geração a qual acompanhou os efeitos da doença. Na contemporaneidade, no entanto, verifica-se uma crescente e negativa banalização do vírus, essa que é causada pela falta de educação sexual e pela falta de diagnóstico.


Em primeira análise, nota-se que a falta de educação sexual é um fator causal para essa banalização. Nesse sentido, sabe-se que esse tipo de educação ainda é tabu no Brasil, principalmente, no âmbito familiar. No que diz à esfera escolar, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que foi publicada em 1996, não define parâmetros para a educação sexual. Assim, gerando uma falta de conhecimento no jovem de como se prevenir, que acaba banalizando os riscos de contrair algum vírus (como o HIV) e consequenciando no aumento de casos. Provas disso, são os dados de 2018 do Ministério da Saúde que indicam que entre os brasileiros com 15 a 24 anos, apenas 56,6% usam camisinha no ato sexual.


Além disso, a falta de preocupação a respeito dessa enfermidade impede que as pessoas procurem fazer testes para o diagnóstico. Dessa maneira, uma vez que o vírus reage de forma diferente em cada organismo e pode ficar anos no corpo humano sem demonstrar sintomas, muitos indivíduos estão contaminados e não sabem, justamente por banalizarem os riscos do HIV e de outras infecções. Conforme estimativas de 2018 do Ministério da Saúde, 135 mil brasileiros estão nessa situação. Consequentemente, esse fato contribui para o alastramento da doença na sociedade brasileira.


Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Saúde juntamente com o Ministério da Educação e ONG’s, como o Grupo de Incentivo à Vida (GIV), que busca informar e auxiliar soropositivos a respeito do HIV e de sua vida em sociedade, deve criar políticas públicas para a conscientização do vírus, por meio palestras e mesas redondas nas escolas e comunidades em geral, a fim de provocar uma mudança de perspectiva e atitude diante da doença e a formação de cidadãos, além de informados, conscientes. Espera-se, com essa medida, a diminuição gradativa da banalização do vírus HIV nos dias atuais e que casos como o de Cazuza não ocorram mais.

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