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A banalização do vírus HIV na atualidade

HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana, ou seja, o HIV ataca o sistema imunológico humano. Essa doença é um problema histórico de saúde pública que vem sendo, cada vez mais, banalizada. Isso porque, devido à falta de informações sobre a doença e, principalmente, a negligencia e repúdio de conversas sobre sexo, doenças sexualmente transmissíveis como o HIV são silenciadas. Nessa perspectiva, é necessário analisar os motivos pelos quais o HIV não possui a visibilidade necessária sem deixar de lado uma visão holística dos risco que esse silenciamento a respeito da doença pode causar.

Em primeira análise, é valido ressaltar que a irresponsabilidade sexual, principalmente, entre os jovens, é um dos motivo pelos quais o vírus HIV se disseminou pelo mundo. A titulo de exemplo, é possível citar o Movimento de Contra Cultura, esse movimento surgiu na década de 60 nos Estados Unidos, e promovia o rompimento com os padrões sociais vigentes a partir da liberdade sexual. Entretanto, ocorre que essa liberação sexual foi imprudente, por isso os jovens daquela época contribuíram com a disseminação do vírus, resultando numa pandemia. Isso mostra que o sexo desprotegido ainda é a principal forma de transmissão do HIV, mas, falar a respeito de sexo e como fazer sexo seguro ainda é, mesmo nos dias atuais, tratado com indiferença e até mesmo repúdio.

Devido a isso, em 2019 o Ministério da saúde contabilizou 900 mil infectados pelo HIV e cerca de 135 mil brasileiros viviam com o vírus e não sabiam. Isso porque, por o HIV ser uma doença sexualmente transmissível a falta de discussão sobre o assunto, no geral, é evitada gerando uma enorme desinformação a respeito e, consequentemente, maiores riscos de transmissão. A falta de informações sobre o HIV também gera diversos preconceitos, como achar que o vírus é uma sentença de morte rápida- pensar assim é um equívoco, já que o tratamento evoluiu bastante ao longo dos anos- ou sempre associar a doença a comunidade LGBTQI+ e utilizar da homofobia e transfobia pra oprimir e inviabilizar os doentes e dessa forma marginalizar as pessoas que contraem o vírus. Nesse âmbito, é incoerente querer evitar a difusão do HIV ao mesmo tempo que silenciam discussões importantes acerca da sexualidade, esquecendo-se e, consequentemente, banalizando a existência de doenças como essa.

Portanto, para que não ocorra a banalização da doença, falar sobre o HIV precisa deixar de ser um desafio. Nesse viés, as escola- entidades responsáveis pela atualização da mentalidade social- devem, por meio de "workshops" e de palestras liderados por indivíduos com o vírus, contribuir para que os indivíduos não façam juízo de valor negativo das pessoas com o vírus. Essa iniciativa teria com finalidade o combate a desinformação e ao preconceito gerado por ela. Dessa forma, debates sobre sexualidade e doenças como a aids teriam voz e a banalização seria evitada pois seria de conhecimento público os riscos da doença e a importância das medidas profiláticas.

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