O CUPOM VOUPASSAR35 É VÁLIDO POR: dias horas minutos segundos

A banalização do vírus HIV na atualidade

Durante muitos anos, gerações assistiram seus ídolos morrerem precocemente por contrair o vírus da AIDS. Hodiernamente, apesar de campanhas de conscientização, o vírus ainda possui os jovens como sua maior vítima. Tal observação é comprovada com dados de pesquisas governamentais, as quais indicam que o número de casos aumenta a cada ano, sobretudo nas novas gerações. Esse panorama destaca o quanto a desinformação e a resistência ao uso de preservativos é pungente na sociedade brasileira.

Em primeiro plano, segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, registra-se cerca de 40 mil novos casos de HIV por ano. Esse dado demonstra o quanto os jovens da Geração Z, crescidos presenciando grandes programas nacionais de imunização, acredita que a tecnologia e o avanço da medicina pode solucionar todos os problemas, ignorando o fato de não haver a cura da AIDS e banalizando o seu ininterrupto tratamento. Um caso exemplo, é o da escritora brasileira Valéria Piassa, que em sua autobiografia “Depois daquela viagem”, relata ter contraido o vírus aos dezesseis anos após sua primeira relação sexual sem preservativo, há também o conceito difundido, principalmente, após 1980, que aids é “doença de homossexual”. Essas errôneas crenças, contribui para que muitos jovens e adolescentes descartem o uso de preservativos, expondo-se ao vírus HIV.

Em paralelo, vale ressaltar o quanto, no século da informação, a desinformação ainda está presente e é prejudicial à saúde pública do país, sendo um fator agravante para a banalização do vírus HIV na atualidade. Segundo os dados da Sociedade Irlandera para a Prevenção da Crueldade contra Crianças, crianças a partir de 6 anos já possuem acesso a conteúdo pornográfico, demonstrando o quão cedo jovens descobrem o sexo e o quão tarde aprendem sobre as doenças sexualmente transmissíveis e métodos preventivos. Nesse sentido, no livro “Crônicas de uma sociedade líquida”, o linguista Humberto Eco, discorre que os professores e a instituição educacional são primordiais para discernir e debater sobre as informações que crianças e adolescentes possuem acesso constante na internet, filtrando o que é mais útil para as experiências pessoais dos alunos.

Verifica-se então, a necessidade do longínquo debate e exposição da realidade sobre o vírus HIV na sociedade brasileira. Logo, é fundamental que as prefeituras municipais ofereçam minicursos para todos os educadores com a finalidade de torná-los aptos para discernir sobre o vírus na sala de aula. Ademais, é necessário que as instituições educacionais em ação conjunta com profissionais da saúde, promovam debates e palestras públicas para os jovens e seus familiares sobre os perigos e as consequências das doenças sexualmente transmissíveis. Desse modo, haverá um Brasil onde o HIV não é algo banal.

Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!