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A banalização do vírus HIV na atualidade

  Por muitos anos, gerações assistiram seus ídolos morrerem precocemente por contrair o vírus da AIDS. Hodiernamente, apesar de campanhas de conscientização, o vírus ainda possui como sua maior vítima, os jovens. Tal observação é comprovada com dados de pesquisas governamentais, nas quais, indicam que o número de casos aumenta a cada ano, sobretudo, nas novas gerações. Esse panorama destaca o quanto a desinformação e a resistência ao uso de preservativos é pungente na sociedade brasileira.


  Em primeiro plano, segundo o Ministério da Saúde, no Brasil registra-se cerca de 40 mil novos casos de HIV por ano. Esse dado demonstra, o quanto a Geração Z, crescidos presenciando grandes programas nacionais de imunização, acredita que a tecnologia e o avanço da medicina pode solucionar todos os problemas, ignorando o fato de não haver a cura da AIDS e banalizando o seu ininterrupto tratamento. Como por exemplo, na autobiografia “Depois daquela viagem” da escritora brasileira Valéria Piassa, uma menina contraí o vírus aos dezesseis anos após sua primeira relação sexual sem preservativo, outras situações são de pessoas que ainda acreditam, no antigo conceito difundido, principalmente, após 1980, que AIDS é “doença de gay”. Essas errôneas crenças, contribui para que muitos jovens e adolescentes descartem o uso de preservativos, expondo-se ao vírus HIV.


  Em paralelo, vale ressaltar o quanto, no século da informação, a desinformação ainda está presente e é prejudicial à saúde pública do país, sendo um fator agravante para a banalização do vírus HIV na atualidade. Um caso exemplo, são os dados da Sociedade Irlandesa para a Prevenção da Crueldade contra Crianças, os quais mostram que crianças a partir de 6 anos de idade já tem acesso a conteúdo pornográfico, demonstrando o quão cedo jovens descobrem o sexo e o quão tarde aprendem sobre as doenças sexualmente transmissíveis e métodos preventivos. Nesse sentido, no livro “Crônicas de uma sociedade líquida”, o italiano Humberto Eco, discorre que os professores e a instituição educacional são primordiais para discernir e debater sobre as informações que crianças e adolescentes possuem acesso constante na internet, filtrando o que é mais útil para as experiências pessoais dos alunos.


  Verifica-se, então, a necessidade do longínquo debate e exposição da realidade sobre o vírus HIV no Brasil. Logo, é fundamental que as prefeituras municipais ofereçam minicursos para todos os educadores com a finalidade de torna-los aptos para discernir sobre o vírus na sala de aula. Ademais, é necessário que as instituições educacionais em ação conjunta com profissionais da saúde promovam debates e palestras públicas para os jovens e seus familiares sobre os perigos e as consequências das doenças sexualmente transmissíveis. Desse modo, haverá um Brasil onde HIV não é algo banal.

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