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A banalização do vírus HIV na atualidade

Segundo Zygmunt Bauman, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da modernidade liquida vivenciada durante o século XX. Analisando o pensamento do sociólogo polonês, essa realidade imediata perpetua-se com a banalização do vírus HIV nos dias atuais, e em detrimento da negligência estatal e da naturalização juvenil, efetiva-se como uma das maiores incógnitas do território brasileiro. É incontestável que aspectos governamentais estejam entre as principais causas da crescente mediocrização do vírus da AIDS. De acordo com o artigo 3 da Constituição Federal, explana-se o dever estatal de construir uma sociedade justa e solidária, garantindo o desenvolvimento nacional. No entanto, na prática, a ação legal encontra-se distante da efetivação, haja vista que a transferência do atendimento especializado para a atenção básica como preceito de saúde pública ampla, assim como, o fornecimento de remédios, independente do quadro de saúde do paciente, evidenciam fatores de culpabilização e responsabilização à pessoa que vive com HIV ou com AIDS. Análogo a isso, como efeito, a falha na garantia do tratamento eficaz sob a ideia de controle da doença, torna banal um resultado positivo e despreza a concepção de saúde aliada a direitos de assistência que devem ser oferecidos pelo Estado. Faz-se mister, ainda, salientar a naturalização juvenil quanto aos riscos do HIV, como impulsionadora do impasse. Isso porque, a falta de diálogo sobre educação sexual nos âmbitos educacionais devido ao tabu intrínseco aliado ao conservadorismo de um grupo, corroboram o aumento considerável dos casos de AIDS entre jovens de 15 e 24 anos, conforme os dados do Ministério da Saúde. Assim, com o sucesso dos coquetéis anti-Aids, nos anos 90, os pacientes deixaram de receber sentença de morte ao serem diagnosticados. Por conseguinte, a sociedade tornou-se mais complacente e menos preventiva ao tratar o caso como uma "doença comum". Em contrapartida, o infectado precisa estar continuamente controlando os efeitos da doença e, para isso, é fulcral o direcionamento de verbas para centros de pesquisa que visem a cura. Enfim, urge a necessidade de medidas estratégicas para alterar esse cenário. Para que isso ocorra, o MEC juntamente com o Ministério da Saúde devem desenvolver palestras em escolas, para alunos do Ensino Médio, por meio de entrevistas com vítimas do problema, bem como especialistas no assunto. Tais palestras, devem ser webconferenciadas nas redes sociais dos Ministérios, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre o tema e atingir um público maior. Por fim, é preciso que o governo busque investir em pesquisas e promova o bom funcionamento de redes de assistência, com qualidade, a esse grupo que mais precisa, com o intuito de garantir os direitos básicos da constituição e o bem-estar de todos.
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