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A banalização do vírus HIV na atualidade


Sarampo. Poliomielite. Rubéola. AIDS. Esses são exemplos de doenças que - apesar de terem seus índices reduzidos nas últimas décadas, tendo em vista a ação de campanhas combativas, - estão voltando à tona no hodierno cenário brasileiro. Nesse sentido, o aumento do número de casos relacionados ao vírus HIV sugere uma inépcia sociopolítica para a permanência dos efeitos combativos a tal; seja pela complacência da população, seja pela falta de investimento estatal em pesquisas. Destarte, hão de ser analisados tais fatores, a fim de atenuá-lós com eficácia.


É valido salientar, em primeiro plano, que a redução da taxa de mortalidade pela Síndrome da Imunodeficiência adquirida (AIDS), posto os efeitos positivos dos coquetéis e outros tratamentos, causou um estado de letargia e passividade social; uma vez que o uso do preservativo está sendo negligenciado no ato sexual, corroborando para o crescimento dos índices de infecção. Segundo relatórios da Unaids, cerca de 1,7 milhão de pessoas foram infectadas em 2019, ratificando o fato de que basear a negligência de preservativo na queda de óbitos constitui um paradoxo; já que uma relação sexual desprotegida pode gerar um contaminado, que, por seu vez, sem o tratamento necessário, poderá vir a óbito.


Em segundo plano, cabe ressaltar que o contínuo investimento governamental em medidas paliativas e não em medidas erradicadoras implica a permanência do impasse. Nesse cenário, os tratamentos antirretrovirais são eficazes para permitir que o contaminado sobreviva tendo os efeitos da síndrome controlados, não existindo, portanto, uma cura. Desse modo, é factual afirmar que a banalização do tratamento se dá, além da queda da mortalidade, pelo caráter vitalício dele, já que o infectado precisa estar, continuamente, controlando os efeitos de doença. Dessa maneira, faz-se necessários o direcionamento de verbas para centros de pesquisa que visem a cura.


Arremata-se, portanto, o caráter problemático da banalização da AIDS nos dias atuais, bem como a urgência que o tópico requer. Para a quebra dessa "normalidade" vigente como relação ao vírus HIV, urge que o Ministério da Saúde, em parceira com publicitários, invista em campanhas regionais, através de uma rede articulada entre médicos, psicólogos e pacientes que relatem suas experiências em palestras e simpósios, visando à elucidação do assunto. Ademais, este mesmo agente, sendo representante do Poder Executivo, deve direcionar as verbas para centros de pesquisas e universidades, através de uma alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias, que, em parcerias com pesquisadores internacionais, encontrem uma efetiva cura para a AIDS. Somente assim, evitar-se-á a complacência social e a volta de outra doenças.



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