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A banalização do vírus HIV na atualidade

No livro "Depois daquela viagem", da escritora Valéria Piassa, é retratada a história de uma adolescente portadora de HIV, vírus adquirido após relações sexuais sem uso de preservativo. Nesse sentido, no limiar do século XXI, não é raro o aumento de pessoas portadoras de HIV e AIDS em decorrência da falta de educação sexual no âmbito escolar, assim como a negligência governamental e a ausência das campanhas plausíveis de prevenção.


Deve-se analisar, inicialmente, seguindo o pensamento do filósofo Immanuel Kant, no qual o homem nada mais é que o resultado daquilo que a educação faz dele, exemplificando a falta de diálogo sobre educação sexual nas escolas brasileiras devido ao tabu intrínseco na sociedade e informações incompletas em grupos sociais de maior vulnerabilidade sobre o assunto, uma vez que os casos de HIV aumentaram consideravelmente na última década entre jovens negros de periferia entre 15 e 24 anos, de acordo com dados do Ministério da Saúde, tendo como principal fator a falta de diálogo sobre o assunto no âmbito familiar e escolar.


Concomitantemente, deve-se analisar, também, sobre as campanhas governamentais ineficazes e o conservadorismo social diante da problemática. Nesse sentido, é necessário abordar a rotineira campanha publicitária do Ministério da Saúde, na qual a prevenção da doença é isolada apenas ao uso do preservativo, sendo tal pensamento obsoleto e de senso comum, uma vez que apenas uma parte da população brasileira consegue usá-la de maneira correta e constante. Ademais, recentemente, o Governo Federal interferiu no modelo de campanha preventiva, com pensamentos conservadores, visando isolar a doença em determinado grupo social, sendo tal ato um erro preocupante mediante a informação.


Portanto, cabe ao Ministério da Educação elaborar oficinas de caráter educativo nas escolas sobre a importância do uso de preservativos, quebrando qualquer tabu sobre a educação sexual com pais e filhos, a fim de construir uma nova mentalidade sobre o assunto. Ademais, também é papel do Ministério da Saúde, em parceria com redes de televisão aberta, promoverem campanhas publicitárias de caráter informativo, visando transmutar o pensamento retrogrado da sociedade sobre o assunto, assim como disponibilizar preservativos em locais de fácil acesso para grupos sociais vulneráveis, visando a obtenção e uso correto do método preventivo.

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