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A banalização do vírus HIV na atualidade

O século XX, ao mesmo tempo em que foi marcado pela Revolução Sexual e o surgimento de métodos contraceptivos, como a camisinha e a pílula anticoncepcional, foi também palco da primeira grande pandemia do vírus HIV. Situação paradoxal que tem reflexos até atualmente. Nesse sentido, percebe-se que a banalização dessa mazela é influenciada pela falsa ilusão de ser uma realidade distante, que influência diretamente no abandono da camisinha nas relações sexuais entre os jovens.

A princípio, a queda na taxa de mortalidade por Aids e o sucesso dos tratamentos causam uma visão errônea da realidade. Nessa perspectiva, está se consolidando uma ilusão de que, se há tratamento para o vírus e pílulas às mulheres, não tem motivos para usar camisinha, como se a "prevenção" da gravidez fosse o único motivo para a utilização de tal. Prova disso é o aumento de casos dessa doença no Brasil, que segundo a Organização Mundial da Saúde, é onde mais está acontecendo de toda a América Latina.

Outrossim, essa visão errônea acarreta o desinteresse pelo uso da camisinha. Nesse viés, apesar de os jovens possuírem a informação e acesso sobre tal, deixam de a usar por conta do prazer imediato e inconsequente. Fato que condiz diretamente com a doutrina filosófica do hedonismo, a qual tem o prazer como motivação das ações humanas e que, segundo o filósofo moderno Henry Sidgwick, caracteriza a nossa sociedade.

Observa-se, portanto, que a banalização do vírus HIV merece atenção e medidas imediatas. Com isso, cabe ao Ministério da Saúde em parceria com a Mídia, propagar campanhas em todo o Brasil que demonstram as consequências que o não uso da camisinha pode acarretar, assim como provar que é um problema sério e mais próximo do que se imagina, a fim de conscientizar a população jovem acerca dessa mazela. Cabe também a cada indivíduo ter a responsabilidade de fazer uso do método contraceptivo e ter a consciência que não se trata apenas de não engravidar, mas também de não passar e contrair doenças sexualmente transmissíveis, principalmente uma tão mortífera e sem cura como a Aids. Desse modo, em um futuro próximo, o Brasil do século XXI terá uma realidade distante da do passado.
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